Não seria uma competição na África se não houvesse grandes zebras. Depois da vitória do Egito sobre a Itália, os norte-americanos mostraram força e deram à favorita Espanha, o mesmo rumo que os egípcios deram aos italianos. Hoje os sul-africanos enfrentam o Brasil e o jeito é torcer para que o mamífero não ronde os lados do time de Dunga. Os americanos venceram por 2 a 0 a badalada Espanha, nas semifinais da Copa das Confederações e passaram à final. Com um estilo de jogo definido, os azarões que se classificaram de forma inesperada na última rodada, contiveram o ataque da Fúria. A grande arma em Bloemfontein foi o esquema defensivo sólido, montado pelo técnico Bob Bradley, que também soube organizar a equipe para jogar no contra-ataque e definir o jogo. O grande herói norte-americano, porém, foi Clint Dempsey. O volante deu o passe para o primeiro gol, de Jozy Altidore, aos 26 minutos do primeiro tempo, e depois fechou a conta aos 27 minutos do segundo tempo, aproveitando uma bobeira de Sergio Ramos e encerrando a série invicta de 35 jogos e a sequência vitoriosa de 15 partidas - recorde quebrado no sábado (20). Os norte-americanos, praticamente eliminados das Confederações até domingo - precisavam vencer o Egito, torcer por um triunfo brasileiro sobre a Itália e, ainda por cima, reverter um saldo negativo de cinco gols -, agora decidem o título na África do Sul. Aos espanhóis restam duas coisas: disputar o terceiro lugar das Confederações, no domingo, às 10 horas, em Rustemburgo, e lamentar a primeira derrota, após quase três anos. O último tropeço da Fúria aconteceu em 15 de novembro de 2006, por 1 a 0, frente à Romênia.