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José Maria Marin passou o Natal no Centro de Detenção Metropolitana do Brooklyn
Após dois anos de prisão domiciliar em um apartamento de luxo de Nova York, José Maria Marin, 85 anos, passou o Natal na cadeia, mais especificamente no Centro de Detenção Metropolitana do Brooklyn.
Condenado em seis dos sete crimes dos quais era acusado nos Estados Unidos, em investigação que desmascarou o maior esquema de corrupção da história do futebol mundial, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aguarda em uma cela do local a sentença que terá de cumprir – a expectativa conservadora é de no mínimo dez anos de cárcere, e ainda não há data estipulada para o júri se pronunciar.
A estratégia da defesa colocava Marin como um “laranja” de gente com mais poder nos negócios escusos da bola – leia-se Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira.
Prisão. A juíza Pamela Chen, do Tribunal de Nova York, determinou a prisão imediata de José Maria Marin. O ex-presidente da CBF foi condenado por conspiração para organização criminosa, fraude financeira nas Copas América, Libertadores e do Brasil e lavagem de dinheiro nas Copas América e Libertadores. Sua pena máxima pode chegar a 120 anos de prisão.
Pouco antes da decisão da juíza, a defesa de Marin tentou convencê-la a deixar Marin em prisão domiciliar até o anúncio da sentença, que será em 2018, mas sem data marcada. No entanto, o promotor Samuel Nitze foi contra o pedido da defesa de Marin, declarando que haveria risco do ex-dirigente fugir. Não existe tratado de extradição entre Brasil e Estados Unidos.