Familiares das vítimas do acidente com o voo da Chapecoense foram até a Bolívia ontem para uma série de reuniões
Familiares das vítimas do acidente com o voo da Chapecoense foram até a Bolívia ontem para uma série de reuniões com representantes do governo boliviano, da agência aérea nacional e da seguradora e da corretora de seguros do voo da LaMia, empresa aérea que operava o trajeto de Santa Cruz de La Sierra até Medellín, na Colômbia, onde ocorreu o acidente. A ideia é cobrar o pagamento do seguro e conseguir apoio do governo vizinho para tal.
"O mote é ajuda às famílias por parte do governo boliviano, para mover a DGAC (a agência aérea boliviana) e qualquer ajuda para a Fundação, para movimentar as coisas no país", contou Abel Dias, especialista em seguros contratado pela Chapecoense para ajudar no caso. A comitiva será recebida pelo General Celier Arispe, diretor da agência aérea boliviana.
Na semana passada, os familiares, representados pela Afav-C (Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do voo da Chapecoense) estiveram em Bogotá com uma agenda similar com o governo da Colômbia, que também faz a investigação sobre o voo. A Afav-C cobra explicações para a negativa do pagamento do seguro do voo por parte da seguradora e também para compreender como as agências aéreas de Brasil, Bolívia e Colômbia autorizaram o voo sem considerar válida a apólice, justificativa apresentada para o não-pagamento.