Fabricante padrão desagrada os italianos
Depois de anunciar em Xangai que abriria uma concorrência para definir um fabricante padrão de motores e transmissões a serem usados na F-1 de 2010 a 2012, a FIA divulgou ontem mais detalhes de sua proposta.
E, se a reação na China já não havia sido boa, agora tomou dimensão bem maior.
A Ferrari emitiu um comunicado em que afirma que irá, ao lado de seus parceiros, repensar sua participação no Mundial de F-1 caso a entidade dê sequência à idéia.
"À luz da crise econômica global, a direção da Ferrari examinou as propostas para reduzir custos na categoria e, ao mesmo tempo em que concorda que é preciso diminuir os gastos, tem fortes preocupações com os planos de padronizar os motores, já que tal medida seria ir contra o esporte em que a Ferrari está envolvida desde 1950", afirma nota de ontem.
A escuderia italiana, porém, não deve estar sozinha nas ameaças. "Acho que veremos empresas deixando a categoria se forem implantados os motores padronizados. Não acredito que seja isso o que as montadoras queiram", declarou John Howett, presidente da Toyota, uma das seis fabricantes envolvidas com a F-1 atualmente.