O presidente da Fifa, Gianni Infantino, terá de esperar para ver sua ideia de um Mundial de Clubes expandido se tornar realidade. Ontem, em reunião do conselho da entidade em Kigali, Ruanda, a Fifa decidiu que montará uma força-tarefa responsável por discutir e apresentar um projeto na próxima reunião do órgão, em março de 2019.
Essa força-tarefa será composta por Infantino e os presidentes das seis confederações continentais.
A Uefa, entidade que controla o futebol europeu, mostrou desde o início forte resistência ao plano do presidente da Fifa, que inclui também um novo torneio de seleções. Para o formato do Mundial de Clubes, Infantino propôs o aumento no número de clubes europeus.
Infantino vem insistindo desde o primeiro semestre no projeto, que conta com o interesse de investidores dispostos a colocar US$ 25 bilhões (R$ 92,5 bilhões) para reformular o Mundial e criar uma espécie de Liga Mundial de seleções.
O grupo de investidores é liderado pelo conglomerado japonês Softbank. A proposta tem o apoio de investidores asiáticos, dos Estados Unidos e do Golfo Pérsico, entre os quais dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.
Em documento enviado aos membros do conselho, a Fifa negou que o investimento incluiria dinheiro de fundos estatais da Arábia Saudita. As autoridades esportivas sauditas se recusaram a informar se faziam parte da oferta à Fifa, e o SoftBank não comentou.