
Pierluigi Collina afirmou que a Fifa mantém total confiança no árbitro brasileiro Raphael Claus. (Foto/César Greco – Palmeiras)
O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, saiu em defesa do árbitro brasileiro Raphael Claus após as críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O dirigente afirmou que a entidade mantém total confiança no trabalho do juiz, que segue entre os árbitros aptos para atuar na Copa do Mundo.
A manifestação ocorreu por meio de um comunicado conjunto da Fifa e da Comissão de Arbitragem da entidade. No texto, Claus é descrito como um árbitro experiente, altamente qualificado e reconhecido pelo profissionalismo e pela integridade demonstrados ao longo da carreira.
Segundo Collina, Raphael Claus participa de sua segunda Copa do Mundo, após também integrar o quadro de arbitragem da edição disputada no Catar, em 2022. O dirigente destacou que o brasileiro é um árbitro respeitado e reafirmou a confiança da Fifa em seu trabalho.
A polêmica teve início depois da expulsão do atacante Balogun, da seleção dos Estados Unidos, durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina. Donald Trump questionou a atuação de Claus, classificando o árbitro como "muito suspeito" e afirmou que havia solicitado ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão da punição aplicada ao jogador.
No domingo, a Comissão Disciplinar da Fifa decidiu suspender a punição por um ano. Nesse período, Balogun não poderá cometer outra infração da mesma gravidade. O atacante foi expulso após atingir o tornozelo de um adversário durante a disputa de bola no segundo tempo da partida.
Ainda sobre o caso, Gianni Infantino publicou uma mensagem pedindo respeito aos árbitros da competição. Sem citar Raphael Claus, o presidente da Fifa afirmou que o torneio conta com os melhores profissionais do mundo, escolhidos por um processo rigoroso, e ressaltou a importância da arbitragem para o futebol.
De acordo com o texto, o jornal "The New York Times" informou que o governo dos Estados Unidos preparou um documento sobre a carreira de Raphael Claus. Segundo a publicação, esse material teria sido utilizado pela federação norte-americana no processo disciplinar que resultou na liberação de Balogun para disputar as oitavas de final contra a Bélgica.
A decisão da Fifa recebeu críticas de diferentes entidades. A Uefa afirmou que a medida representou o cruzamento de uma "linha vermelha". A Bélgica tentou recorrer da decisão, mas teve o pedido negado.
O texto também informa que Conmebol, CBF e Federação Paulista de Futebol divulgaram manifestações públicas em apoio ao árbitro brasileiro.