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CBF vai tentar explicar que tem feito campanhas nos estádios e pedido que os gritos não se repitam
Investigado pela terceira vez nestas Eliminatórias da Copa do Mundo, por conta de gritos de "bicha" por parte da torcida, a Seleção Brasileira corre o risco de ser impedida de voltar a jogar no Itaquerão. A Fifa confirmou ontem que abriu um procedimento contra o Brasil por causa das ofensas no jogo contra o Paraguai, no mês passado, e, se optar por uma punição, poderá recorrer não apenas a multas, mas também à proibição de jogos em certos estádios.
Adotando uma postura dura contra gritos homofóbicos, a Fifa já multou as seleções sul-americanas em 13 ocasiões, o que resultou em multas de 550 mil francos suíços por parte da Fifa - cerca de R$ 1,8 milhão.
No caso da CBF, ela foi multada pelos incidentes que ocorreram na partida contra a Bolívia, no dia 6 de outubro. A multa aplicada foi de 25 mil francos suíços (R$ 78 mil), além de um alerta. Em setembro, a entidade já havia sido alvo de uma punição, depois dos gritos homofóbicos dos torcedores em Manaus num jogo contra a Colômbia, também válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Naquele momento, a multa imposta foi de 20 mil francos (R$ 62 mil).
Se o ritmo de punições continuar, a Fifa avisou que o Brasil pode ser obrigado a mudar o local de partidas ou impedir que jogos voltem a ocorrer nos lugares onde os problemas foram registrados.
Um exemplo dado pela Fifa é o que ocorre com o Chile. Ao ser multado pela terceira vez, foi impedido de disputar o jogo do dia 28 de março contra a Venezuela no Estádio Nacional Julio Martínez Prádanos, em Santiago.