"Ataque ganha jogos, defesa ganha campeonatos". Um dos clichês mais famosos do futebol se encaixa bem na decisão deste ano do Campeonato Paulista. Corinthians e São Paulo fazem o segundo jogo da final neste domingo (21), às 16h, no Itaquerão, após empatarem sem gols no Morumbi na primeira partida.
Com ataques irregulares, que marcaram menos de um gol por jogo em média no Paulista, os dois clubes vêm mostrando que a base dos seus sistemas táticos está mesmo na força da defesa. Não apenas para evitar gols dos rivais, mas também para marcá-los.
Anfitrião na partida deste domingo (21), o Timão sofreu 12 gols e marcou 14 nos 17 jogos até agora da competição. Os jogadores de defesa ou com funções mais voltadas para a marcação fizeram metade dos gols do time.
Só o lateral-esquerdo Danilo Avelar marcou três vezes, seguido do zagueiro Manoel, com dois gols. O zagueiro Henrique e o volante Júnior Urso marcaram um gol cada um.
O São Paulo sofreu 11 gols e marcou 16 gols. Destes últimos, 5 tiveram autoria de atletas defensivos. Diferentemente do rival, porém, a artilharia tricolor é distribuída igualmente pelos atletas.
Até aqui, balançaram as redes os zagueiros Arboleda e Anderson Martins, o lateral-esquerdo Reinaldo, o volante Liziero e o também volante de origem Hudson, que passou a atuar como lateral-direito.
Segundo atleta do elenco atual que mais vestiu a camisa do São Paulo, com 179 jogos, Hudson completou cinco anos de clube e enfim está tendo a chance de disputar sua primeira final. Enquanto o são-paulino debuta em uma decisão, Fagner disputará a sua quarta final pelo Timão. Com 294 partidas disputadas no clube, Fagner busca o seu quarto título - tem os dois estaduais e também conquistou o Campeonato Brasileiro em 2015 e 2017.
Corinthians. Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Ramiro, Jadson, Clayson e Vagner Love; Gustavo. Técnic Fábio Carille.
São Paulo. Tiago Volpi; Hudson, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Luan, Jucilei, Hernanes, Igor Gomes e Antony; Everton Felipe. Técnic Cuca.