Classificado para as quartas de final da Libertadores, o Flamengo terá ainda jogos contra o Grêmio e o Vasco, pelo Brasileiro
Alexandre Vidal/Flamengo
Recuperação de Gabigol é tratada com prioridade pelo clube rubro-negro
Classificado para as quartas de final da Libertadores, o Flamengo terá ainda jogos contra o Grêmio e o Vasco, pelo Brasileiro, até iniciar os duelos contra o Internacional. Com o departamento médico cheio, a prioridade do clube é ter todo o grupo em 100% das condições até os confrontos ante os gaúchos, marcados para os dias 21 e 28 de agosto.
Com a competição continental no topo da lista de prioridades, o Fla quer Gabigol, Rodrigo Caio e Lincoln, todos com dores na coxa, na ponta dos cascos contra o Colorado, ainda que haja necessidade de deixá-los fora de combate no torneio nacional em algum momento. A ordem é força máxima e fôlego em dia na missão de passar para a semifinal.
Há no clube quem creia que a escalação do Rubro-negro contra o Bahia (derrota por 3 a 0) poderia ter sido mais conservadora, já que Jorge Jesus mandou a campo jogadores que ainda estão longe do ideal, casos de Éverton Ribeiro e Arrascaeta, que haviam ido para o sacrifício já contra o Emelec.
Além da dupla, a escalação de Filipe Luís também gerou debate, já que muitos entendiam que o lateral-esquerdo fez sua estreia em Salvador sem ter mínimas condições de jogo, algo admitido pelo próprio reforço na capital baiana.
"Não estou no melhor nível, mas com o passar dos jogos espero estar. É muito importante estarem todos disponíveis. Eu tive uma lesão na Copa América, estava praticamente um mês parado, tive uma semana de treinos para melhorar fisicamente, mas a única coisa que dá ritmo é jogar", afirmou o jogador.
O volante Cuéllar também apresentou fadiga muscular, o que tirou o colombiano da partida na Fonte Nova. Nomes como Bruno Henrique, Willian Arão e Rafinha não estão machucados, mas também sentiram o desgaste após a "luta" contra os equatorianos. Com uma semana livre até o jogo de sábado (10) contra o Grêmio, às 19h, no Maracanã, descanso e recuperação são palavras em alta na Gávea.
"Sabemos que o Filipe não tem competido, mas temos de colocá-lo para jogar. Tem treinado mais intensamente que os outros e me deu sinais positivos. O Renê veio de um jogo muito desgastante e achei que o Filipe pudesse estar melhor. São decisões que tínhamos de tomar. Quando se joga de semana a semana, é mais fácil. Quando tem isso [jogos em sequência], a escolha passa por componentes que não são apenas táticos ou técnicos", afirmou Jesus.