
O Flamengo estabeleceu um novo patamar no futebol sul-americano. Em 2025, o clube alcançou R$ 2,089 bilhões de receita bruta (Foto/IA)
O River Plate chamou a atenção ao abrir os cofres e realizar investimentos pesados para montar um elenco recheado de estrelas. Mas quando a comparação sai do mercado de transferências e chega ao tamanho das receitas dos gigantes sul-americanos, dois brasileiros aparecem à frente: Flamengo e Palmeiras.
Pelos números mais recentes, o Flamengo ocupa o primeiro lugar em capacidade de geração de receitas, seguido pelo Palmeiras. O River Plate, depois de uma profunda transformação financeira e comercial, aproximou-se dos brasileiros e aparece como a principal força econômica do futebol argentino.
FLAMENGO PASSA DOS R$ 2 BILHÕES
O Flamengo estabeleceu um novo patamar no futebol sul-americano. Em 2025, o clube alcançou R$ 2,089 bilhões de receita bruta, tornando-se o primeiro clube brasileiro a superar a barreira dos R$ 2 bilhões em uma temporada.
O resultado também terminou com superávit de R$ 336 milhões. Somente com vendas de jogadores, o clube arrecadou R$ 519 milhões, enquanto os investimentos na aquisição de atletas chegaram a R$ 636 milhões.
Para 2026, mesmo sem contar com receitas extraordinárias semelhantes às proporcionadas pelo Mundial de Clubes de 2025, o Flamengo elaborou um orçamento prevendo aproximadamente R$ 1,8 bilhão em receitas.
É esse poder de arrecadação que coloca o clube carioca, atualmente, no topo financeiro do futebol latino-americano.
PALMEIRAS VEM LOGO ATRÁS
O Palmeiras também vive uma realidade bilionária. O clube fechou 2025 com aproximadamente R$ 1,783 bilhão em receitas, estabelecendo novo recorde de arrecadação. O exercício terminou ainda com superávit de aproximadamente R$ 292 milhões.
Para 2026, o orçamento palmeirense prevê uma arrecadação na casa de R$ 1,2 bilhão.
Flamengo e Palmeiras, portanto, formam atualmente a dupla de maior força financeira do futebol sul-americano.
RIVER ENTRA NA BRIGA
Se Flamengo e Palmeiras estão na frente, o River Plate vem encurtando a distância.
O clube argentino alcançou receita equivalente a aproximadamente R$ 1,23 bilhão na temporada 2024/2025, colocando-se entre as três maiores potências financeiras do futebol sul-americano.
O crescimento tem explicação. O River diversificou suas receitas, transformou o Monumental em uma importante fonte de negócios e possui uma enorme massa de associados.
São mais de 352 mil sócios, além de um estádio que também recebe grandes eventos.
MONUMENTAL VIROU NEGÓCIO
Um dos principais movimentos do River foi transformar seu estádio em muito mais do que um palco para partidas de futebol.
O clube fechou um acordo de US$ 110 milhões envolvendo Live Nation, DF Entertainment e Dale Play Live para a realização exclusiva de shows no Monumental durante uma década, além de direitos ligados ao nome e à exploração comercial do estádio.
Essa nova estrutura financeira ajuda a explicar como o River passou a ter condições de protagonizar grandes movimentos no mercado de jogadores e desafiar o domínio econômico dos clubes brasileiros.
QUEM ESTÁ NA FRENTE?
Considerando os números recentes de receitas, o cenário coloca o Flamengo na liderança, com R$ 2,089 bilhões arrecadados em 2025.
Na sequência aparece o Palmeiras, que fechou o mesmo exercício próximo de R$ 1,8 bilhão.
O River Plate, com receita equivalente a cerca de R$ 1,23 bilhão na temporada 2024/2025, surge logo atrás.
Assim, o River pode até estar protagonizando uma das janelas mais agressivas do continente, mas o Flamengo continua sendo a maior máquina de geração de receitas da América Latina, com o Palmeiras também ocupando um patamar financeiro superior ao dos argentinos.
A diferença, entretanto, está diminuindo. E o River mostra que pretende usar estádio, torcida, sócios e exploração comercial para entrar definitivamente na disputa dos bilhões com os gigantes brasileiros.