Deixar a liderança do Campeonato Brasileiro e perder para o Cruzeiro a primeira partida das oitavas de final da Libertadores foram golpes duros demais no Flamengo. Em poucos dias, o time rubro-negro viu os elogios se transformarem em críticas por não eleger uma prioridade clara no segundo semestre. O alto investimento e a possibilidade de encerrar agosto longe dos objetivos propostos cobram o seu preço.
Integrantes do departamento de futebol, jogadores e dirigentes evitam falar abertamente, mas é denominador comum nos bastidores que o Campeonato Brasileiro envolve a maior possibilidade de título em 2018. Por ainda ter 21 rodadas pela frente, a competição proporciona uma margem de erro consideravelmente maior do que Libertadores e Copa do Brasil.
No mata-mata, uma bola e um dia ruim podem eliminar o clube de maior investimento, folha salarial ou melhores jogadores. Por essa análise, apostar as fichas nesse tipo de torneio é arriscado. No Brasileirão, o Flamengo tem mais chances de rodar atletas por suspensões ou lesões e, ainda assim, superar boa parte dos rivais. O clube investiu pesado no mercado e tem uma folha superior a R$10 milhões por mês para isso.
“A minha opinião é a mesma do treinador [Maurício Barbieri]. Não temos que priorizar. Se escolher e fracassar, deixamos boas oportunidades escaparem. O Flamengo tem elenco para isso e pode se dar ao luxo. Muitos jogadores gostariam de estar em nossa condição”, afirmou o capitão Réver.