O projeto Jornada de Foguetes, desenvolvido na rede pública de ensino em Uberaba, ganhou força em 2026 e já reúne 27 alunos envolvidos em atividades de pesquisa, construção e lançamento de foguetes, dentro da preparação para a Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG). O número representa um salto em relação ao ano anterior, quando apenas quatro estudantes participavam da iniciativa.
A expansão, segundo o professor e idealizador do projeto Denilson Facioli de Carvalho, ocorreu após a repercussão da participação no campeonato nacional em 2025. Ele afirma que o interesse dos alunos cresceu à medida que os resultados começaram a aparecer. “Esse ano nosso projeto cresceu e estamos contando com a presença de 27 alunos. Saímos de 4 alunos no ano passado para 27 esse ano, é um aumento significativo”, diz.
O projeto envolve diferentes níveis de competição, que vão desde foguetes de ar comprimido até modelos mais complexos, como os de múltiplos estágios e os que medem altitude com paraquedas. Mesmo com a diversidade de categorias, o objetivo é o mesmo: aproximar os estudantes da prática científica e da engenharia aplicada.
Além das atividades técnicas, os alunos também se organizam em áreas internas de gestão, como comunicação, finanças e liderança de equipes. Para o professor, essa divisão amplia o aprendizado para além da sala de aula. “Eles aprendem a se comunicar, trabalhar com finanças, trabalhar com redes sociais, criar projetos arquitetônicos”, afirma.
Parte dos estudantes também é do ensino fundamental, o que, segundo o professor, mostra a adesão crescente ao projeto dentro da escola. “Mesmo não lecionando no ensino fundamental, os alunos vêm me procurar para trabalharmos juntos com os foguetes”, diz.
O grupo já se prepara para a próxima edição da Jornada de Foguetes, que acontece em Barra do Piraí (RJ), e busca viabilizar a participação de mais estudantes na viagem. O custo, segundo o professor, é um dos principais desafios. “A viagem de cada grupo de 9 alunos em cada um dos níveis deve ficar por volta de 30 a 40 mil. É bem caro”, pontua.
A iniciativa também caminha para uma formalização de parceria com a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), o que deve transformar o projeto em extensão universitária. Enquanto isso, o grupo busca patrocínios para custear materiais, deslocamentos e inscrições.
O projeto nasceu a partir da iniciativa de um ex-aluno natural de Itapecuru-Mirim (MA), que apresentou a proposta da OBAFOG ao professor em 2024. A partir disso, a escola iniciou as primeiras experiências com foguetes e, no ano seguinte, participou pela primeira vez da competição nacional, conquistando duas medalhas de prata. Desde então, o trabalho passou a ganhar mais adesão dentro da comunidade escolar e se consolidou como uma das iniciativas científicas em expansão na rede pública local.