O brasileiro Pietro Fittipaldi é, de longe, o piloto de testes que mais andou entre todas as equipes da Fórmula 1 nesta temporada. Afinal, ele esteve na pista nesta quarta-feira no Bahrein, onde a categoria realiza seu primeiro teste desde que o campeonato começou, deu 20 voltas na terça-feira (2) e também foi o único não titular a participar da pré-temporada, no Circuito da Catalunha, na Espanha, em fevereiro.
Mas o que está por trás dessas contínuas oportunidades que a Haas dá a Fittipaldi de pilotar um Fórmula 1? Há dois fatores: primeiramente, o piloto foi contratado para desenvolver o projeto de simulação próprio da Haas, que hoje se divide entre as estruturas da Dallara - empresa que faz o seu chassi - e a Ferrari, sua grande parceira.
Mas há também outro motivo, revelado à reportagem por Guenther Steiner, chefe do time: provar para a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) que o brasileiro tem condições de obter a superlicença, uma espécie de carteira de motorista para pilotos de F-1, mesmo sem atender aos requisitos atuais.
Pietro tem mais do que os 18 anos requeridos, mas não tem pelo menos 80% disputados nos últimos dois anos em uma categoria e não tem os 40 pontos acumulados, algo que depende de sua colocação nos últimos campeonatos. Isso porque, depois de conquistar a World Series em 2017, ele optou por disputar várias categorias ao mesmo tempo em 2018, em campeonatos grandes, de Indy ao Mundial de Endurance, mas sofreu um acidente em maio e ficou muito tempo fora das pistas. E, neste ano, está com dificuldades de encontrar um campeonato para correr, pois precisa estar à disposição da Haas em todos os 21 GPs da Fórmula 1.