ESPORTE

Itália suou, mas venceu Áustria. Com o brilho de Dolberg, Dinamarca avança na Eurocopa

Agência Estado
Publicado em 27/06/2021 às 08:14Atualizado em 18/12/2022 às 14:58
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Foto/Reprodução

Dolberg ganhou a primeira chance como titular e foi o nome da classificação às quartas de final, marcando os dois primeiros gols da goleada por 4 a 0 em Amsterdã.

Amplamente favorita para avançar às quartas de final da Eurocopa, neste sábado, a Itália suou para confirmar a ida à próxima fase ao vencer a Áustria por 2 a 1, em um embate duro neste sábado. Diante de um público de pouco menos de 20 mil torcedores no tradicional estádio de Wembley, na Inglaterra, a equipe de Roberto Mancini penou para vencer os adversários, tendo que enfrentar a prorrogação.

Mas as mudanças do treinador italiano e o ânimo empregado pelos reservas, depois do tempo regulamentar, foram decisivos para o resultado final. Chiesa e Pessina vieram do banco e fizeram os gols da vitória na prorrogação.

Campeã da Eurocopa em 1968, a Itália ressurgiu como potência nesta ediçã foi a melhor seleção da fase de grupos e atingiu o recorde histórico de 1145 minutos sem tomar gols, mesmo tendo o placar descontado durante a prorrogação. O número anterior pertencia à temida seleção da década de 1970.

O primeiro tempo foi de domínio absoluto da Itália, mostrando o favoritismo que a seleção tinha sobre a Áustria, como admitiu o próprio técnico adversário Franco Foda ao dizer que os jogadores de seu país só tinham 10% de chances para surpreender.

E, realmente, o domínio foi proporcional ao que o treinador austríaco previu. A Itália envolveu os rivais em seu campo de ataque e teve grandes oportunidades para liquidar a partida já nos primeiros 45 minutos. A Áustria, pressionada durante boa parte do tempo, mal reagiu e o goleiro Donnarumma pouco trabalhou.

A Itália veio muito bem com o volante Varella, aos 16 minutos, que chutou de primeira ao receber cruzamento do lateral-esquerdo Spinazzola. No lance, Bachman fez bela defesa com o pé.

Aos 31, o atacante Imobbile foi o protagonista da chance mais clara da partida, carimbando a trave em um bonito chute de fora da área. E momentos antes do apito final fez jogada individual pela esquerda e acertou um chute que fez Bachman se esticar para jogar a bola para escanteio.

Um primeiro tempo de uma Itália com gana e vontade de golear e uma Áustria totalmente acuada, sem escapatórias para um contra-ataque ou qualquer oportunidade mais acentuada.

Na volta do intervalo, os italianos voltaram mais dispersos e deram espaços para os austríacos, finalmente, incomodarem. Aos 20 minutos, depois de equilibrar mais o confronto, abriram o placar com Arnautovic, mas, ao analisar o lance, o VAR identificou irregularidade por causa de um impedimento e o juiz anulou o gol.

Depois do susto, o técnico Roberto Mancini trocou a dupla de volantes Barella e Verrati por Pessina e Locatelli para tentar reativar os ânimos. O comportamento de sua equipe não mudou muito, permanecendo um jogo sem tanto brilho em relação à primeira etapa.

Os italianos pareciam cansados do ritmo, por isso Mancini, vislumbrando a prorrogação, aproveitou para substituir alguns atletas. Segundo tempo também sem gols e tudo igual em Wembley.

Para a prorrogação, a energia dos reservas parecia ser a última combustão necessária para a Itália voltar a comandar a partida. E foi o que aconteceu, levando aos gols que definiram o jogo.

Aos 5 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Spinazzola, um dos jogadores com maior participação nas jogadas de perigo da Itália, achou Chiesa em um belo lançamento. O atacante dominou de cabeça, fintou um adversário e mandou de canhota para as redes de Bachmann.

Aos 14, veio o segundo, com Pessina, em finalização de chute cruzado após um passe improvável de Acerbi, caído ao chão.

A Áustria descontou o placar com Kalajdzic, que fez um bonito gol de peixinho, após cruzamento em escanteio. O gol foi responsável por acabar com a ampliação do recorde de defesa vazada da Itália, depois de mais de 1145 minutos sem ter as redes balançadas.

Apesar disso, a Itália segurou o resultado e confirmou, com suor e mais dificuldade do que o previsto, a vitória e a ida às quartas de final da Eurocopa.

DOLBERG BRILHA, DINAMARCA FAZ 4 A 0 EM PAÍS DE GALES, E VAI ÀS QUARTAS DA EURO

Sorte, competência e superação seguem lado a lado com a Dinamarca na Eurocopa. Disputando a competição abalada com o mau súbito do astro Eriksen na estreia, a seleção nórdica entrou em campo neste sábado também sem o segundo goleador, Poulsen, machucado. O desfalque de peso diante do País de Gales não foi sentido por causa da boa apresentação de seu substituto. Dolberg ganhou a primeira chance como titular e foi o nome da classificação às quartas de final, marcando os dois primeiros gols da goleada por 4 a 0 em Amsterdã.

Depois de se garantir no mata-mata da Eurocopa apenas na última rodada da fase de grupos, a Dinamarca comemora os 29 anos da conquista de 1982 com vaga entre as oito melhores seleções do continente. Aguarda a vencedora do duelo entre Holanda e República Checa, que se enfrentam neste domingo.

Depois de leves sustos no começo do jogo na Arena Johan Cruyff, em Amsterdã, a Dinamarca conseguiu se impor, na maior parte do confronto e, mesmo administrando uma boa vantagem no segundo tempo, ainda buscou a goleada nos minutos finais para avançar, merecidamente. Foi o 11° confronto com os galeses e a sétima vitória.

Antes de a bola rolar, as homenagens a Eriksen seguiram. Além da bandeira gigante simulando sua camiseta que a Uefa estica no gramado, País de Gales fez questão de prestar solidariedade pela recuperação plena do meia rival. No lugar de flâmula, a seleção deu uma camisa 10 autografada pelo elenco com um desejo de melhoras. O capitão Bale entregou o presente para Kjaer.

Pela primeira vez a Dinamarca entraria em campo na Eurocopa longe de Copenhague. Mesmo assim, sua fanática torcida ainda era grande maioria nas arquibancadas de Amsterdã. Com forte apoio, queria tomar a iniciativa diante de País de Gales. Mas não foi o que ocorreu na Arena Johan Cruiff.

Os galeses queriam um gol rápido e partiram para cima. Com grande volume ofensivo, tiveram boas chances para abrir o marcador, uma com o ídolo Bale. Aos poucos, a Dinamarca foi equilibrando o confronto.

E, não demorou muito, assumiu as ações. Jogador "da casa", pois defende o Ajax, Dolberg se destacava em sua primeira oportunidade como titular. O substituto de Poulsen, machucado, levava perigo nas jogadas ofensivas e não demorou, tirou o zero do placar. Após bela troca de passes, o jovem de 23 anos bateu forte, no canto direito do goleiro.

O gol foi muito sentido pelo País de Gales. A seleção se perdeu em campo e era bombardeada. Atrás, não conseguia mais atacar e sofria enorme pressão. A torcida dinamarquesa gritava "olé" antes mesmo do intervalo, apesar da vantagem mínima.

O descanso serviria para País de Gales colocar a cabeça no lugar A ordem era se reorganizar após queda brusca de rendimento. Logo de cara, porém, novo golpe duro. Braithwaite arrancou e cruzou, a zaga afastou mal e a bola caiu novamente nos pés de Dolberg, que não desperdiçou: 2 a 0.

No dia em que comemorava 29 anos da conquista do título da Eurocopa de 1992, a Dinamarca lembrava os bons tempos em que encantava o planeta com belo futebol. Soberana na partida, envolvia completamente uma desorientada seleção de Gales.

Dolberg deixou o campo aos 24 minutos do segundo tempo, bastante cansado e aplaudido de pé pelo dia mágico na Eurocopa. Do banco de reservas presenciou um adversário apelando para cruzamentos à área sem sucesso e ainda viu sua seleção transformar a vitória em goleada com gols de Maehle e Braithwaite nos minutos finais. Depois de 23 anos, a Dinamarca voltou a ganhar um duelo de mata-mata em competições oficiais. Desde os 4 a 1 sobre a Nigéria na Copa da França que ela sempre ficava pelo caminho.

JOGOS DE HOJE

13:00 – Holanda X República Tcheca

16:00  - Bélgica X Portugal

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