ESPORTE

Japão celebra Jogos da superação com muita dança na cerimônia de encerramento

Agência Estado
Publicado em 08/08/2021 às 11:11Atualizado em 18/12/2022 às 15:28
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Foto/Alexander Hassenstein/Getty Images

Por Raphael Ramos, Enviado Especial

A forte chuva que caiu durante boa parte do domingo em Tóquio deu uma trégua à noite, na hora da cerimônia de encerramento da Olimpíada. Assim, a festa pôde ser mais bonita e completa. Depois de 19 dias de competição, terminou uma edição histórica dos Jogos, disputada sob rígidos protocolos em meio a uma pandemia que matou mais de 4 milhões de pessoas. Em um clima descontraído, com muita dança e valorização da cultura japonesa, os organizadores celebraram a realização do evento sem que nenhum grande incidente fosse registrado, apesar da rejeição de boa parte da população local.

Por isso, o discurso de encerramento do presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, foi de alívio e agradecimento aos atletas. "Vocês nos inspiraram com este poder unificador do esporte. Isso foi ainda mais notável, dados os muitos desafios que vocês tiveram de enfrentar por causa da pandemia. Nestes tempos difíceis que todos vivemos, vocês dão ao mundo o mais precioso dos presentes: a esperança", disse.

O tom da festa no Estádio Olímpico foi bem diferente em relação à abertura, no dia 23 de julho. A intenção dessa vez foi mostrar ao mundo uma atmosfera mais descontraída. Ao contrário da cerimônia de abertura, onde cada país desfila individualmente, no encerramento todos entraram praticamente juntos por quatro entradas diferentes para simbolizar a união dos povos.

O ponto que uniu as duas cerimônias foi, mais uma vez, a defesa da igualdade de gênero, da diversidade e da inclusão. Um dos lemas dos Jogos, inclusive, foi celebrar as diferenças. Não por acaso, coube a uma trupe de teatro musical formada exclusivamente por mulheres cantar o hino nacional japonês.

Assim como já havia ocorrido na cerimônia de abertura, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) enviou uma comitiva bastante reduzida como parte das medidas para reduzir os riscos de contaminação da delegação do País. A ginasta Rebeca Andrade, que ganhou em Tóquio uma medalha de ouro e uma de prata, foi a responsável por carregar a bandeira do País. Também estiveram presentes o boxeador medalha de ouro Hebert Conceição e mais quatro pessoas, entre elas o treinador de Rebeca e a coordenadora médica do órgão.

Ao fazer uma retrospectiva das últimas duas semanas de disputas, os organizadores deixaram de lado recordes e momentos vitoriosos para dar ênfase aos esforços dos atletas, independentemente do resultado final. Um dos momentos mais curiosos da cerimônia foi quando um jogo de luzes saiu do gramado, como uma onda, para formar os anéis olímpicos sobre o estádio. O efeito, no entanto, só foi visível para quem acompanhou a festa pela TV. No estádio, não havia nada.

PARIS-2024

A parte final da festa foi dedicada à próxima sede dos Jogos Olímpicos. Em um vídeo com o presidente Emmanuel Macron, os franceses destacaram os principais cartões postais da capital. A bandeira da Olimpíada foi passada pela governadora de Tóquio para a prefeita de Paris. No telão, imagens de centenas de pessoas reunidas em frente à Torre Eiffel assistindo à cerimônia Por causa da pandemia, o ciclo olímpico desta vez será mais curto, de apenas três anos.

COB festeja campanha histórica e reforça que não houve caso de covid na delegação

Por Paulo Favero

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) comemorou a melhor campanha do Brasil na história dos Jogos Olímpicos. O País terminou a competição em Tóquio com 21 pódios, um recorde, com sete medalhas de ouro, seis de prata e oito de bronze. No final ficou com a 12ª colocação, à frente de Nova Zelândia, Cuba, Hungria, Coreia do Sul e Espanha.

"Tivemos a melhor campanha do Brasil em Jogos Olímpicos. Nós entregamos o que tínhamos como meta. Claro que o sarrafo subiu e queremos continuar com esse objetivo", explicou Paulo Wanderley, presidente do COB. "Ficamos em 12º lugar no mundo, entre 206 países. E reforço que 87% dos recursos recebidos foram canalizados para atividade fim, com transparência", continuou.

Os investimentos no ciclo olímpico, que foi de 2017 até 2021, envolve a participação em diversos eventos internacionais e a Missão Tóquio neste ano custou R$ 46,5 milhões. Já o custo da Missão Europa foi de R$ 14,3 milhões em 2020 e 2021 (das 13 modalidades que subiram ao pódio, nove passaram pela Missão Europa), e R$ 470 milhões foram repassados às confederações nos últimos quatro anos. E ainda teve apoio às confederações na pandemia de R$ 7 milhões, entre outras coisas.

Um outro feito do Time Brasil nos Jogos de Tóquio foi conseguir ter um desempenho superior à edição anterior, quando recebeu a Olimpíada em casa, no Rio, em 2016. Isso é algo bem raro de ocorrer na história. "Conseguimos o maior número de medalhas no total, subimos para o 12º lugar, conseguimos realizar o feito que só a Grã-Bretanha tinha realizado antes, que era superar a marca de quando fomos sede. Estamos satisfeitos com o resultado", disse Paulo Wanderley.

Com 317 atletas de 35 modalidades (incluindo os reservas), 54 conquistaram medalha e vão participar de uma divisão de R$ 4,65 milhões que o COB ofereceu aos medalhistas. Quem ganhou o ouro no individual vai receber R$ 250 mil enquanto nos esportes coletivos o título olímpico valeu R$ 750 mil.

Para além do resultado esportivo, o comitê também comemorou o fato de não ter tido qualquer caso positivo de covid-19 entre sua delegação, incluindo atletas, comissão técnica e outros credenciados. "Não tivemos nenhum caso na Missão e isso é muito importante para a gente", comentou Manoela Penna, diretora de comunicação e marketing do COB.

 

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