Com apenas 16 anos, o centroavante sentiu o peso da responsabilidade de defender o clube do Parque São Jorge
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Em retomada na carreira, Jô celebra retorno ao Corinthians com título do Paulista
Jô já foi o jogador mais novo a atuar no time profissional do Corinthians. Com apenas 16 anos, o centroavante sentiu o peso da responsabilidade de defender o clube do Parque São Jorge, ainda em 2003. Hoje, aos 30, Jô é uma referência para os mais novos e, na opinião de muitas pessoas, pode ser considerado o principal símbolo do título Paulista conquistado pelo Alvinegro da capital nesse domingo, em Itaquera, depois da equipe, assim como o camisa 7, ter de superar muita desconfiança dos críticos e até da própria torcida.
“O grupo teve humildade de reconhecer as limitações, teve personalidade na hora de jogar e foi merecido”, comentou Jô, capitão no duelo de ida da final, contra a Ponte Preta, e réu confesso na questão pessoal de falta de profissionalismo nos últimos anos. “Para mim foi muito importante, aconteceu tudo em pouco tempo, a desconfiança e a retomada da confiança. Trabalhei na minha, quietinho, mas ainda não estou satisfeito 100%, só vou estar quando conquistar mais títulos. Brasileiro e Sul-Americana estão aí’, avisou o jogador, que retornou ao Timão no fim do ano passado. “Primeiro campeonato e ser campeão? Nunca que eu ia imaginar. Tenho que agradecer muito a Deus”.
Com o semblante aliviado e o sorriso fácil no rosto, mas já com a empolgação pela festa de campeão um pouco mais contida, Jô admitiu na Zona Mista do estádio de Itaquera que o clássico contra o Palmeiras, válido apenas pela 5ª rodada do Estadual, representou mais do que os três pontos na ocasião. Vencer o maior rival com um jogador a menos, em casa e com um gol aos 42 minutos do segundo tempo, justamente do centroavante corintiano, que havia entrado há pouco no dérbi, mudou a história do grupo campeão.
“Hoje eu me cuido bastante. Foquei no futebol, dá para jogar em alto nível por bastante tempo ainda. O Corinthians nos dá uma condição muito boa e o sonho de voltar à Seleção, com certeza, se eu continuar trabalhando como eu tenho feito, as portas vão se abrir de novo”, vislumbrou aquele que fez parte do grupo na Copa do Mundo de 2014.