Boto argumentou que jogadores brasileiros continuarão saindo cedo para a Europa (Foto/Marcelo Cortes – Flamengo)
José Boto, diretor de futebol do Flamengo, criticou a decisão de reduzir gradualmente o número de jogadores estrangeiros que cada clube pode relacionar por partida no Campeonato Brasileiro. Em entrevista à Coluna do Fla, ele afirmou que a medida pode diminuir a qualidade da competição. Bahia e Flamengo votaram contra a mudança.
Hoje, cada equipe pode relacionar até nove estrangeiros por jogo. A proposta da CBF, aprovada pelos clubes, prevê oito em 2027 e uma redução gradual até chegar a cinco em 2030. O calendário considera os contratos que os clubes já assinaram.
Boto argumentou que jogadores brasileiros continuarão saindo cedo para a Europa e que os clubes terão menos opções para substituí-los. Na avaliação do dirigente, isso enfraquecerá o nível técnico do Brasileirão.
O diretor também defendeu o fim da regra que impede um atleta de trocar de equipe na Série A depois de disputar 12 partidas. Para Boto, a restrição prejudica as negociações entre clubes brasileiros. O tema será discutido em uma próxima reunião dos clubes com a CBF.
Outra mudança aprovada trata da inscrição de atletas: a partir de 2027, os elencos poderão ter 50 jogadores inscritos, dos quais pelo menos 20 deverão ter até 23 anos. A previsão é chegar, em 2030, a 25 vagas para atletas com menos de 23 anos e 25 sem limite de idade.