O imbróglio envolvendo Gustavo Scarpa, Fluminense e Palmeiras teve um novo capítulo na última semana. Por decisão da juíza Dalva Macedo, da 70ª Vara do Trabalho do Rio, ficou determinado o arresto (apreensão de bens) de R$ 200 milhões do jogador e do clube paulista.
Na última sexta-feira (3), a magistrada concedeu a tutela de urgência requerida pelo Fluminense e estipulou em cinco dias o prazo para o depósito, que é uma espécie de garantia em caso de vitória definitiva do time no caso.
"Ao se autorizar que determinado jogador, em caráter precário, defenda outra agremiação, faz surgir um desequilíbrio na relação contratual com o antigo clube, passando este não mais a contar com a força de trabalho do seu empregado, tampouco com o valor relativo à multa rescisória pela extinção abrupta do pacto laboral", destacou Dalva Macedo em seu despacho.
O novo andamento não é definitivo, e o caso corre em paralelo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília.
Em junho deste ano, o ministro Alexandre Agra Belmonte, do TST, havia concedido um habeas corpus que liberava o jogador a atuar pelo time alviverde.
A decisão de ontem não tem interferência na questão esportiva, com Scarpa continuando apto a defender o Palmeiras enquanto o caso corre no TST.