O Atlético pode seguir sem um centroavante fixo em seus próximos jogos. Embora a equipe não tenha balançado as redes no empate com o Grêmio, Levir Culpi aprovou a nova formação e admitiu mantê-la.
Contra o Tricolor Gaúcho, Levir escalou o quarteto ofensivo com Dátolo, Luan, Carlos e Diego Tardelli. No segundo tempo, quando o Atlético encontrava dificuldades para chegar ao gol adversário, o treinador substituiu o volante Leandro Donizete pelo centroavante André. Já Jô, que não marca gols há 19 jogos, não ficou nem no banco de reservas.
O técnico analisou a alteração tática. “É possível (manter). É claro que ninguém vai saber sobre isso, eu que vou saber. O Tardelli foi para a Seleção, fez uma viagem e jogou 90 minutos contra o Corinthians. Flutuando, ele tem condição de respirar pelo menos na marcação. Na lateral, tem de acompanhar. Ficaria bem ele mais solto e o time rápido, porque Carlos e Luan cortam bem a diagonal”, disse Levir o treinador.
Apesar de elogiar o trabalho ofensivo do time, o Atlético não conseguiu chegar ao gol. “Criamos para vencer o jogo, mas o importante é o resultado. Pode ganhar roubando que fica bom. Mas se empatar jogando bem, não fica bom. Infelizmente, essa é nossa cultura”, acrescentou.
Após a partida no Independência, Levir Culpi elogiou Jô e André, embora ambos convivam com má fase. Porém, não abordou a possibilidade de escalar algum dos centroavantes diante do Goiás, nesta quinta-feira, no Serra Dourada.