A diretoria do Palmeiras decidiu interromper nessa quinta-feira (29) o silêncio que perdurava desde a queda do time na Copa Libertadores, ocorrida na terça (27), em derrota para o Grêmio, por 2 a 1, no Pacaembu.
O diretor de futebol palmeirense, Alexandre Mattos, comandou uma entrevista coletiva na Academia de Futebol, na qual bancou Luiz Felipe Scolari no comando técnico e pediu desculpas ao torcedor tanto pela eliminação nas quartas de final quanto pela ausência nos dias seguintes.
“A primeira coisa é que não falamos porque tivemos um desencontro. Não teve nenhum pedido ou posicionamento para que ninguém falasse”, iniciou.
“A segunda coisa que quero dizer é que o Felipe é nosso treinador e está conosco. Não passa por nossa cabeça fazer uma troca. Ele é o atual campeão brasileiro e há muito pouco tempo tinha recorde atrás de recorde. Vamos prosseguir no que entendemos ser o melhor para o Palmeiras”.
“Por último, queria pedir desculpa ao torcedor. Sem dúvida alguma, foi a derrota mais dolorosa de todas. Eu sou profissional de vestir a camisa e amo minha profissão e estar no Palmeiras. Tinha o sonho de buscar a Libertadores. Estava na mão, mas erramos e precisamos aprender”, disse.
Ainda na coletiva, o técnico do Palmeiras também se manifestou. Felipão rebateu as críticas que acusam falta de repertório da equipe, defendeu o estilo de jogo que implantou no Palmeiras e disse não achar normal o volume de cobranças que recebe, citando a conquista do Brasileiro de 2018.
“Se essa equipe do Palmeiras só tem esse tipo de repertório, como foi campeã no ano passado e está em terceiro lugar [no Brasileiro]? Não acho que seja normal estar discutindo meus métodos de treinamento, porque ninguém assiste meus treinos e pode ter certeza de que é bom igual aos dos outros”, afirmou o técnico.