Há 35 anos trabalhando pelo Uberaba Sport, o hoje médico do clube, Constantino Calapodopulos, vê com tristeza a atual situação do Colorado. Dizendo-se “um dos maiores torcedores” da equipe, Calapodopulos reconhece a falta de apoio do empresariado local com ajudas significativas para o clube. “Tocar futebol não está fácil. Mas a situação do USC não está assim somente por conta da atual administração. O clube perdeu parte do seu patrimônio porque não soube como administrá-lo. Muitos passam por lá e se esquecem de que o USC é um bem público”, explica, lamentando e lembrando o episódio do Show da Xuxa, quando não foram publicados balancetes com os possíveis lucros do evento, realizado no estádio Uberabão. “Infelizmente, esta é uma característica do Brasil, onde a impunidade e inidoneidade prevalecem”, completa. Para Calapodopulos, ex-diretor do clube, o conselho atual do USC é inoperante e poucos ajudam de forma decisiva no dia-a-dia da equipe. “O clube está abandonado, cheio de mato e sujeira. Sou idealista e queria poder fazer mais pelo USC, mas não consigo conciliar com meu tempo. Mesmo assim, acredito que quem assume um cargo deste deve fazer mais pela instituição”, desabafa. Porém, a tristeza se contrasta com esperança de dias melhores para os lados de Boulanger Pucci. Para ele, a parceria com o grupo de empresários paulistas pode ser benéfica para o clube, desde que haja coerência das duas partes. “Se ele é bem intencionado, seja bem-vindo. Acho que a diretoria está no caminho certo e tomara que eu esteja certo, também. Vamos dar um voto de confiança ao clube e ao novo técnico. Mas, se não fizerem a coisa correta, todos, torcedores e imprensa, têm o direito de cobrar”, salienta e emenda: “O que não pode é chegar, e de repente largar o clube à beira da amargura, pois aí estaremos perdidos”, enfatiza.