Segundo o governo, 137 atletas do Brasil enviados ao Peru integram o Programa Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa
Quatro anos depois de uma enxurrada de continências nos pódios dos Jogos Pan-americanos de Toronto, os militares estão presentes em número ainda maior na delegação brasileira do Pan de Lima. Segundo o governo, 137 atletas do Brasil enviados ao Peru integram o Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR) do Ministério da Defesa. Em 2015 eram 123.
Isso apesar de a delegação ter ficado menor. O Brasil levou um grupo de 600 atletas a Toronto em 2015, enquanto apenas 484 atletas representam o país nesta edição. A participação dos militares, assim, subiu de 20,5% para 27,8%. O número, porém, é menor do que o da Olimpíada do Ri 145 atletas, que representavam 31,1% da delegação brasileira em 2016.
O aumento na comparação com Toronto ainda não é reflexo da eleição do ex-militar Jair Bolsonaro para a presidência da República e da nomeação do general Décio Brasil para o cargo de secretário especial do Esporte. As contratações para o PAAR são feitas via edital e o último foi aberto ainda no fim do ano passado, pelo governo Michel Temer.
O ministro da Cidadania, Osmar Terra, porém, promete atuar para ampliar o programa. "O Brasil, a Rússia e a China têm como base dos seus atletas olímpicos as Forças Armadas. Nos Estados Unidos são os universitários. Como temos tempo relativamente curto para a Olimpíada, é importante investir onde tem trabalho andando. Vamos investir mais na Bolsa Atleta e nos atletas militares. E nos clubes. Mas muitos clubes estão colocando atletas dentro dos quartéis para fazer o treinamento", afirmou o ministro, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.