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Eurico Miranda entrou na mira do Ministério Público do Rio de Janeiro
A tarde de ontem começou quente no Vasco, com a notícia de que o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a destituição do presidente Eurico Miranda e de seus vice-presidentes, sob a acusação de contratar membros da torcida Força Jovem, organizada banida dos estádios, para trabalhar no clube. Ainda segundo a denúncia, o clube estaria acobertando casos de violência em São Januário.
Além da destituição, a ação prevê multa de R$500 mil e cita o fato de um camarote, que supostamente teria sido feito exclusivamente para a torcida organizada e inaugurado no clássico contra o Flamengo, que terminou em confusão entre os torcedores. Na ocasião, Eurico foi clicado em fotos junto a membros da diretoria da Força Jovem.
O Ministério Público alega que, com a atitude, o Vasco desrespeita o Estatuto do Torcedor no que se refere à violência e dificulta o trabalho da Polícia Militar em dias de jogos.
Em julho deste ano, os dois clubes se enfrentaram em São Januário e o Flamengo ganhou por 1 a 0. Após a partida, o estádio transformou-se em uma verdadeira praça de guerra, com torcedores feridos, outros invadindo cabines de rádio e cenas de violência. Um torcedor morreu após ser baleado, do lado de fora de São Januário. Em nota, o Vasco tratou a denúncia como ‘absurda’ e relacionou o episódio com o momento político do clube.