Com Jair Bolsonaro (PSL) eleito presidente da República, o setor esportivo começa a se mobilizar contra a proposta citada diversas vezes por aliados
Com Jair Bolsonaro (PSL) eleito presidente da República, o setor esportivo começa a se mobilizar contra a proposta citada diversas vezes por aliados próximos ao capitão reformad transformar o Ministério do Esporte em uma secretaria dentro do Ministério da Educação, que também incorporaria a Cultura. Entre as vozes contrárias a esta medida está o atual ministro do Esporte, Leandro Cruz.
"Eu sou contra a extinção do Ministério do Esporte. Nesses 16 anos de Ministério do Esporte a gente teve grandes avanços para o esporte brasileiro. Você saiu de um esporte que era um negócio quase que amador no Brasil para hoje ser feito em um nível profissional. A gente corre o risco de ser um grande retrocesso. Espero que o futuro presidente não tenha isso entre seus planos", disse o ministro, em entrevista por telefone à reportagem.
Ligado ao ex-ministro Leonardo Picciani (MDB-RJ), de quem foi assessor e a quem substituiu no Ministério, Cruz rebateu a tese, defendida por aliados de Bolsonaro, de que a extinção do Ministério do Esporte como uma pasta independente permitiria uma economia aos cofres públicos.
O ministro, que assumiu o cargo em abril, depois de atuar como secretário-executivo, avalia que a transformação do esporte em secretaria faria mal à sociedade. "Essa economia na ponta do lápis é um prejuízo para o esporte brasileiro e não é uma economia para a nação", opina.