
Em 1984, recusou convite para jogar na NBA para seguir defendendo a seleção brasileira. Anos depois, afirmou não se arrepender da decisão. (Foto/Divulgação)
Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos, em São Paulo. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória em casa, em Alphaville, e chegou sem vida ao hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba. A morte foi confirmada pela família.
O ex-jogador enfrentava um câncer no cérebro desde 2011. Ao longo de 15 anos, passou por cirurgias e sessões de quimioterapia. Em 2022, afirmou que havia interrompido o tratamento após declarar que estava curado.
Oscar deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie. O velório será restrito à família.
Nascido em Natal, em 1958, ele começou no esporte ainda jovem, inicialmente no futebol. A mudança para o basquete aconteceu em Brasília, influenciado por treinadores. Aos 16 anos, foi para São Paulo atuar nas categorias de base do Palmeiras e rapidamente chegou à seleção brasileira.
Teve destaque no Sírio, onde conquistou o Mundial Interclubes de 1979. Pela seleção, disputou cinco Olimpíadas entre 1980 e 1996 e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos. Também é o maior pontuador da seleção brasileira, com 7.693 pontos.
Entre os títulos, estão o ouro no Pan-Americano de 1987 e conquistas sul-americanas. Ao longo da carreira, jogou por clubes como Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Sírio, além de passagens pela Espanha e Itália.
Em 1984, recusou convite para jogar na NBA para seguir defendendo a seleção brasileira. Anos depois, afirmou não se arrepender da decisão.
Foi incluído no Hall da Fama do basquete em 2013. Também tentou carreira política em 1998, quando disputou uma vaga no Senado, mas não foi eleito.
Oscar Schmidt encerrou sua trajetória esportiva como um dos principais nomes do basquete mundial e figura importante na popularização do esporte no Brasil.