O Ministério Público de São Paulo decidiu arquivar o inquérito do caso em que Neymar é acusado de estupro e agressão por Najila Trindade
O Ministério Público de São Paulo decidiu arquivar o inquérito do caso em que Neymar é acusado de estupro e agressão por Najila Trindade. A decisão das promotoras Flávia Merlini e Estefânia Paulin, da Promotoria de Justiça de Enfrentamento à Violência Doméstica de Santo Amaro, foi anunciada nessa quinta-feira.
O parecer do Ministério Público, agora, segue para juiz criminal do Fórum de Santo Amaro, bairro da zona sul de São Paulo, onde Najila registrou boletim de ocorrência contra Neymar. O juiz pode concordar, homologar, ou pedir novas investigações.
“É importante deixar claro que o arquivamento por falta de provas pode ser reaberto a qualquer momento, desde que haja novas diligências”, disse Melini em entrevista nessa quinta. “O que acontece em quatro paredes não é possível saber, tem a palavra dela e, contra, a dele, e as provas não foram suficientes para indiciamento.”
A promotora Paulin diz que, por várias vezes, o Ministério Público solicitou diversas provas, como o celular de Najila, mas não foram fornecidas pela própria modelo.
“O arquivamento implica na estagnação do inquérito por esgotamento de todas as diligências. Se, por exemplo, surgirem provas como o vídeo, o celular, o juiz analisa e pode pedir a reabertura, ou não”, disse Paulin.
O Ministério Público tinha outras possibilidades: arquivar o caso; discordar da Polícia Civil e oferecer denúncia contra Neymar; solicitar novas diligências, como depoimentos e outras provas; oferecer denúncia contra Najila pelo crime de denunciação caluniosa.
A Polícia Civil, a pedido do pai de Neymar e do próprio jogador, já investiga Najila por tentativa de extorsão e denunciação caluniosa.