A temporada 2018-2019 da Fórmula E está só começando, mas a nova geração de carros já está dando o que falar
Divulgação/FIA
Segunda geração de carros da F-E apresentou mudanças na autonomia e potência
A temporada 2018-2019 da Fórmula E está só começando, mas a nova geração de carros já está dando o que falar. A chamada Gen2 representa uma evolução importante em termos de potência e autonomia, e permitiu que os pilotos andassem com o pé embaixo pela maior parte da etapa de abertura da temporada, na Arábia Saudita, mês passado. Há quem aprove a menor necessidade de economizar energia ao longo da prova, mas um dos pioneiros da categoria, o brasileiro Lucas di Grassi, defende que isso pode tornar as corridas previsíveis demais.
A preocupação de Di Grassi veio depois que Antonio Félix da Costa, da BMW, ganhou a etapa de abertura largando da pole position. Ele chegou a ser ultrapassado por Jean-Eric Vergne, mas o francês e atual campeão foi punido e teve de passar pelos boxes para cumprir um drive-through. O português aprovou o novo modelo. "É mais legal, uma corrida de pé embaixo. Seu nível de concentração tem de permanecer alto. É assim que as corridas devem ser."
Mas Di Grassi, que terminou em nono e fez várias ultrapassagens na prova que teve uma definição de grid caótica devido à inesperada chuva no deserto, acredita que a Geração 2 de carros da F-E pode ter ficado potente demais.
"O que tínhamos na F-E era a administração de energia fazendo grande parte da estratégia de corrida. Então dava para usar mais energia no começo, ou mais energia no final. Mas se todos estão de pé embaixo, todos fazem a mesma coisa. Isso acaba com a imprevisibilidade da corrida", disse o brasileiro, que está na F-E desde seu início e largou em 18º na Arábia Saudita.