Robin afirmou que apenas o empresário Régis Gonçalves, representante da empresa que pagará os salários dos atletas, ganhará caso algum jogador seja negociado...
Descontente com os comentários de que ele seria um treinador/empresário, Michael Robin, novo comandante do Uberaba Sport, afirmou não empresariar nenhum atleta e revela nunca ter ganhado nada com a venda de jogadores indicados por ele às equipes pelas quais passou. Robin aproveitou para afirmar que apenas o empresário Régis Gonçalves, representante da empresa que pagará os salários dos atletas, ganhará caso algum jogador seja negociado. “Quero descaracterizar esse rótulo de empresário. Muitos jogadores já foram revelados por mim, porém todos foram levados pelos empresários, sendo que estes dividiram os lucros com os clubes”, afirma, aproveitando para rebater as afirmações de que o USC seria um time “barriga de aluguel”, em alusão ao fato de o clube servir de vitrine para os atletas e estes irem embora sem nenhum clube para a o Colorado. “O único aluguel que existe é o aluguel do apartamento onde irei morar e eu mesmo pagarei. Vejo isso até como uma ofensa, pois sou uma pessoa muito séria e não sairia da minha casa, ficando longe da minha família para viver uma aventura e prejudicar o clube. Mas, a vontade de vencer e fazer o USC se consagrar é maior do que tudo”, dispara. Caso seu trabalho não vingue e ele acabe dispensado pelo clube, Robin desmente que junto iriam os jogadores pagos pela empresa que arcará com os salários dos atletas. “Isso não procede, até porque os jogadores terão contrato com o clube e o USC não corre o risco de perder nenhum jogador caso eu vá embora. Eles estarão amarrados ao clube”, explica. Robin também ressaltou já ter ouvido histórias de que o USC realizou contratações “absurdas”, trazendo jogadores com altos salários e que não corresponderam dentro de campo. Para tranquilizar a torcida, ele afirma que sempre trabalha com os pés no chão e que isso já foi passado à diretoria Colorada. “Não cometeremos este erro. Nossa intenção é trabalhar com humildade e procurar não errar nas contratações”, declara, lembrando que também tem informações afirmando que o ala-esquerdo do USC, Ricardo Redendo, é muito bom jogador. Torcida. Afirmando que a torcida tem todo o direito de cobrar, Robin espera conquistar a confiança dos torcedores e afirma que as críticas devem ser aceitas e a opinião de cada um respeitada. No entanto, ele explica que espera ser apoiado pela torcida, pois irá mostrar que tem competência para realizar um campeonato estadual decente. “Confio no meu trabalho e naqueles atletas com quem eu trabalho. Espero que todos, inclusive os que já estão na cidade, e o auxiliar técnico Érick Moura, me ajudem a lutar com garras e dentes para que não sejamos vistos como um time meia boca”, conclui.