ESPORTE

Nuzman é preso por suspeita de fraude na escolha do Rio

Carlos Arthur Nuzman foi preso na manhã de ontem, por agentes da Polícia Federal, em sua residência, no Jardim Pernambuco

Publicado em 06/10/2017 às 07:48Atualizado em 16/12/2022 às 10:01
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Foto/Divulgação

Nuzman teria sido um dos elos entre o esquema de propina comandado por Sérgio Cabral

Carlos Arthur Nuzman foi preso na manhã de ontem, por agentes da Polícia Federal, em sua residência, no Jardim Pernambuco, bairro nobre do Rio de Janeiro. O presidente do Comitê Olímpico do Brasil é acusado de intermediação na compra de votos para a eleição do Brasil para receber os Jogos Olímpicos de 2016.

O pedido de prisão, novo desdobramento da Operação Lava Jato, foi decretado pelo juiz Marcelo Bretas. Além de Nuzman, outro alto dirigente foi detid Leonardo Gryner, ex-diretor de operações da Rio-2016 e um dos auxiliares mais próximos do presidente da COB nos últimos anos. Eles serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público, o pedido de prisão aconteceu porque houve tentativa de ocultação de bens nas últimas semanas, após mandado de busca na casa dos envolvidos, realizado na Operação “Unfair Play”, realizado no mês passado. Nuzman e Gryner teriam sido os elos entre o esquema de propina comandado por Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, e integrantes africanos do Comitê Olímpico Internacional. Com dinheiro do empresário Arthur Soares, que está foragido, os dirigentes esportivos teriam comprado votos a favor do Rio na eleição olímpica realizada em Copenhague, na Dinamarca, em 2009.

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