Enquanto policiais prendiam um manifestante solitário, que denunciava a violência contra os gays na Tchetchênia em plena Praça Vermelha, no coração de Moscou, uma espécie de oásis para torcedores homossexuais da Copa russa abria as suas portas ali perto.
Batizado Casa da Diversidade, projeto de uma ONG britânica em parceria com ativistas russos, o espaço é uma pequena sala no centro moscovita onde as partidas do torneio são projetadas num telão.
Na abertura, marcada para coincidir com a partida inicial da Copa, entre Rússia e Arábia Saudita, a ideia era que torcedores desses dois países com histórico de opressão contra homossexuais pudessem ver o jogo sem medo de violência.
Um ativista gay que assistia à partida de estreia da Copa na Casa da Diversidade, Konstantin Iablotcky, contava que havia trabalhado pela criação de um espaço seguro para fãs gays durante eventos esportivos na Rússia durante os Jogos Olímpicos de Inverno, há quatro anos, em Sochi, mas não conseguiu levar a proposta adiante porque faltou apoio.