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Governo prevê corte de verbas do esporte no programa Bolsa-Atleta para o ano que vem
O programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, mostrou no domingo (10), uma reportagem sobre o corte no orçamento do programa Bolsa-Atleta, o que pode comprometer o desenvolvimento de várias modalidades esportivas no Brasil. Até o final deste ano será aprovado o orçamento do Governo Federal para 2018.
Na atual proposta orçamentária, o Bolsa-Atleta, por exemplo, deve ter um corte de 36% de verba para o próximo ano, ficando em R$ 80 milhões. Dados apresentados no programa apontam que o esporte no Brasil, fora o futebol, depende basicamente do dinheiro público, que vem do governo federal.
Na Câmara dos Deputados, o esporte tem alguns parlamentares para lutar por ele. O deputado federal João Derly (Rede-RS) brilhou nos tatames. Foi bicampeão mundial de judô e disputou as Olimpíadas de Pequim, em 2012. Depois de 10 anos de grandes eventos e muitos recursos, a sensação de Derly é a de que o esporte voltou para o fim da fila.
“O esporte é um eterno recomeçar. E esse eterno recomeçar depende muito dos governos, pois no financiamento do esporte mais de 99% vem de dinheiro público”, disse Derly.
A primeira proposta orçamentária para 2018 causou apreensã R$ 490 milhões. Um terço do orçamento de 2017, que foi de R$ 1,364 bilhão. Depois de discussões e protestos, a nova proposta está em R$ 805 milhões para o ano que vem. Com as emendas, o orçamento do esporte deve ficar em torno de R$ 1,16 bilhão.
Em 2017, o Bolsa-Atleta tinha uma previsão de R$ 125 milhões. A primeira proposta do governo para o ano que vem foi de R$ 70 milhões e subiu para R$ 80 milhões.