Apesar de estar brigado com Maurício Galiotte, atual presidente do Palmeiras, Paulo Nobre segue recebendo
Apesar de estar brigado com Maurício Galiotte, atual presidente do Palmeiras, Paulo Nobre segue recebendo a dívida que o clube contraiu com ele enquanto mandatário alviverde, de 2013 a 2016. E, no mês de fevereiro, o Palmeiras repassou bem mais do que os 10% previstos no acord foram R$ 43 milhões devolvidos de uma vez só. Tal quantia entrou nos cofres alviverdes como bônus pela assinatura do contrato com o Esporte Interativo – o Verdão fechou com a concorrente da Globo pelo período de 2019 a 2024 para a transmissão de jogos na TV fechada. Com os R$ 43 milhões, o Palmeiras conseguiu acabar com uma das duas dívidas constituídas com Nobre. A opção por quitá-la visa dar um alívio no fluxo de caixa do clube, que pagava R$ 400 mil mensais apenas com os juros desse empréstimo. Desta maneira, a dívida total do Verdão com Nobre hoje é de R$ 66 milhões – chegou a ultrapassar R$ 200 milhões há pouco mais de um ano. O único débito atual é do acordo que prevê o repasse de 10% do lucro mensal do clube a Nobre. Esse pacote já chegou a ser de R$ 103 milhões, mas acabou reduzido de forma considerável depois que o ex-presidente assumiu os direitos econômicos de Tobio, Mouche, Alione, Cristaldo, Mendieta e Leandro. O racha entre Nobre e Galiotte começou depois que o antigo presidente impugnou a candidatura de Leila Pereira ao Conselho Deliberativo, alegando que a dona da Crefisa não tinha oito anos como sócia, conforme exige o estatuto do Palmeiras. A decisão foi tomada no último dia do mandato de Nobre.
Galiotte (à esq.) foi eleito por indicação de Nobre, mas eles romperam