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Pequeno Thomas chora logo após abandono da Ferrari de Kimi Raikkonen, mas ganhou presente ao final da prova
A F1 mudou, e isso ficou claro na primeira etapa da temporada na Europa, o GP da Espanha. E, entre tantos exemplos, houve um que chamou a atenção. Um ponto de incrível sensibilidade em meio ao ambiente outrora asséptico da categoria.
O protagonista da grande história do dia em Montmeló não foi Sebastian Vettel, Lewis Hamilton ou Fernando Alonso. Não foram os pneus médios ou macios; nem as estratégias de boxes.
O nome que deve ser guardado é o de Thomas, um garoto francês de 6 anos, louco pela Ferrari. Hoje, no dia em que Hamilton chegou à 55ª vitória na carreira, foi o pequeno torcedor que teve o dia mais feliz de sua vida.
Obra do acaso e dos olhos sensíveis do diretor de transmissão.
Thomas estava na arquibancada principal do circuito, ao lado da mãe, Coralice, uma fanática torcedora da equipe de Maranello, e do pai, Jourdain. Eles vieram de Amien, no norte da França, especialmente para o GP. Era o primeiro GP de todos em família - a mãe, fã da escuderia desde os tempos de Michael Schumacher, era a única que já tinha visto uma prova. O objetivo de todos era clar torcer por Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel.
Mas foi num momento ruim para a equipe que Thomas surgiu. Quando Kimi Raikkonen abandonou a prova, logo depois da largada, após choque com Max Verstappen, o garoto – vestido de Ferrari de cima a baixo – começou a chorar. A imagem correu o mundo. Thomas já era uma estrela.
O presente veio em forma de um convite da Ferrari. E uma força-tarefa coordenada entre a equipe e a organização da prova, Thomas, seu pai e sua mãe foram chamados ao motorhome da escuderia. Lá, ele conheceu Kimi Raikkonen, tirou fotos com o ídolo, pegou autógrafos em um boné.