Quando a Mercedes escolheu Lewis Hamilton para substituir Michael Schumacher, em 2012, ano em que o alemão se aposentou definitivamente da F1, o inglês se esquivou de todas as comparações com o heptacampeão mundial. "Ele é uma lenda. Inalcançável", disse à época.
Sete anos mais tarde, o inalcançável parece ter se tornado uma questão de tempo. Hoje, no GP do México, às 16h10 (de Brasília), Hamilton tem a chance de alcançar o seu sexto título na principal categoria do automobilismo (precisa fazer 12 pontos a mais do que o companheiro Valtteri Bottas), deixando para trás o argentino Juan Manuel Fangio (1911-1995), com cinco conquistas.
O inglês só ficará atrás daquele que considera lenda. Assim como Schumacher, o piloto da Mercedes deverá ser hexacampeão aos 34 anos, idade do alemão em 2003, quando estava na Ferrari.
Superar marcas era uma obsessão do ex-piloto. Além dos sete títulos e do recorde de vitórias (91), ele também tinha o maior número de poles quando se aposentou - largou em primeiro 68 vezes. Essa barreira Hamilton já superou há tempos. Foi em 2017, quando fez a volta mais rápida do treino classificatório do GP de Monza, na Itália.