Jogo acabou aos 38 minutos do segundo tempo por falta de segurança
Foto/Divulgação
Técnico se envolveu com policiamento no Pacaembu para ajudar torcedor
A Polícia Militar do Estado de São Paulo emitiu uma nota oficial na tarde de ontem criticando a postura do Santos diante da ação no Pacaembu na última terça, no jogo contra o Independiente, pela Copa Libertadores. Os torcedores jogaram bombas, tentaram invadir o gramado e entraram em confronto com a PM.
O técnico Cuca foi chamado de irresponsável pelos profissionais. Ele se envolveu na ação policial para defender um torcedor que recebeu um mata-leão e pediu ajuda ao comandante, que tentou evitar a agressão.
“Quando eu estava saindo de campo, um torcedor tentou invadir, policiais prenderam. Tentei tirar a gravata que o policial deu nele, ele estava desesperado. Falei que estava matando o menino. Faria por qualquer pessoa, força exagerada demais. Violência gera violência. Os torcedores do lado viram. Ficaram revoltados. Está errado invadir o campo, mas não precisa ser feito assim. Não levei porrada. Só fui tentar acalmar uma situação. Enfim, já passou. Respeito e muito o trabalho da polícia”, disse o técnico após o jogo em coletiva de imprensa.
O jogo acabou aos 38 do segundo tempo por falta de segurança. O Peixe acabou eliminado em um empate por 0 a 0. O time foi punido pela Conmebol por escalar Carlos Sánchez de forma irregular e o placar foi revertido para 3 a 0 no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, na Argentina.