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Capitão, Cristiano Ronaldo levanta a taça; lesionado, astro ficou na torcida pelos companheiros durante o jogo
O cenário parecia perfeito para uma festa francesa, com estádio lotado, geração talentosa em campo e um rival sem o seu melhor jogador desde os 15 minutos do primeiro tempo. O que os franceses não contavam, no entanto, era com o atacante Éder, que atua no Lille.
Coadjuvante durante toda a campanha portuguesa, ele fez um belo gol no segundo tempo da prorrogação, calou o Stade de France e sacramentou a vitória por 1 a 0 de Portugal sobre a França.
Foi a primeira conquista portuguesa na Eurocopa, coroando, apesar da ausência na decisão, a participação de Cristiano Ronaldo com o seu país. Chorando copiosamente com a conquista, ele agora celebra um patamar não alcançado por nenhum outro atleta português na sua história.
Os franceses, por sua vez, desperdiçam a chance do tricampeonato e perdem um torneio em casa pela primeira vez. Antes, haviam vencido a Euro de 1984 e a Copa de 1998, essa sobre o Brasil, com um 3 a 0 na final.
O primeiro tempo da prorrogação foi de mais estudo que qualquer outra coisa, deixando tudo de melhor reservado para a parte final. E foi logo com quatro minutos que os portugueses vieram à forra. Um minuto depois de Raphael bater falta no travessão, Éder ganhou lance de Koscielny na intermediária, girou e bateu forte, rasteiro, sem chances de defesa para Lloris.
A partir dali, os portugueses conseguiram anular praticamente todas as alternativas dos anfitriões, totalmente perdidos por conta das desvantagens. Com Cristiano Ronaldo de auxiliar técnico, a taça foi mesmo para as mãos portuguesas.