O interesse não é o mesmo despertado na Copa da Rússia em 2018 ou no Mundial no Brasil, quatro anos antes. Mas a perspectiva da presença de barras bravas é motivo de preocupação para os organizadores da Copa América. A competição acontece de 14 de junho a 7 de julho com jogos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador.
As autoridades não possuem um número exato de quantos argentinos devem viajar para ver as partidas. Mas os que possuem histórico de violência no futebol terão a entrada proibida no território brasileiro.
O governo brasileiro foi avisado que o núcleo mais radical dos torcedores organizados argentinos não viajarão de avião. Eles querem evitar os controles de imigração nos aeroportos. Não é tática nova. Já havia sido empregada por eles antes do Mundial no Brasil. Em 2010, sem a possibilidade de entrada na África do Sul pela via terrestre, eles compraram passagens por rotas alternativas para tentar ludibriar as autoridades da imigração. Mesmo assim, 30 foram deportados e não viram o torneio.
Nas partidas no Mineirão, Itaquerão e Maracanã na Copa de 2014, a estimativa foi de que 20 mil argentinos estiveram presentes. Número parecido com esse acompanhou a seleção na Rússia.
A Copa América não desperta a mesma capacidade de mobilização, mas existem movimentos de barras bravas. Eles não querem deixar passar a oportunidade de acompanhar a seleção em um torneio importante.