Após um período de quase três semanas de ausência, Roberto Andrade voltará à presidência do Corinthians na segunda-feira sob enorme pressão. O mandatário, que perdeu o apoio de aliados importantes nos últimos dias, será intimado a se licenciar por um período de três meses. Se não aceitar, correrá enorme chance de sofrer impeachment.
Um processo para impedir Roberto de continuar comandando o Corinthians já foi aberto no fim de novembro, quando 63 conselheiros assinaram documento exigindo explicações sobre duas assinaturas dele – a acusação é de que ele teria avalizado dois documentos relacionados à arena Itaquera antes de ser eleito presidente.
Se Roberto renunciar, será convocada uma nova eleição para que o vencedor assuma o Corinthians até dezembro, quando termina o mandato do atual presidente. Caso tope se licenciar por três meses, Roberto assistirá de fora a articulação de seu grupo dentro do poder.