Faltou dinheiro e o formato da Segunda Divisão do Mineiro – popular Terceirona – não agradou. Assim pode se resumir as justificativas do presidente do Nacional Futebol Clube
Foto/Tulio Micheli
Márcio José afirmou que não conseguiu arrecadar verba para o Mineiro
Faltou dinheiro e o formato da Segunda Divisão do Mineiro – popular Terceirona – não agradou. Assim pode se resumir as justificativas do presidente do Nacional Futebol Clube, Márcio José da Silva, sobre a desistência do clube em participar da competição deste ano.
Em entrevista ao programa JM Esportes – 1º Tempo desta quarta-feira, na Rádio JM – AM 730 kHz, o mandatário explicou o que aconteceu na reunião do Conselho Técnico da Terceirona, em Belo Horizonte, na sede da Federação Mineira de Futebol, na última terça-feira.
“O Nacional não vai disputar devido à atual conjuntura do clube. Problema financeiro e de logística, na qual a Federação implantou no campeonato. O pessoal de Belo Horizonte fez o grupo deles e favoreceu tudo a eles. Da nossa região ficou só o Nacional e o CAP (Patrocinense). Então teríamos que fazer viagens de até 600 quilômetros para disputar partidas de terceira divisão. Acho isso muito insensato e fora do contexto da atualidade financeira do país e do próprio Nacional. Por isso, declinei de participar desse ano”, declarou.
Outro ponto abordado pelo presidente do Naça foi a qualidade dos adversários do certame. Segundo Márcio, o campeonato é precário e, em sua gestão, não colocará o time em campo. “Na minha gestão, infelizmente, o Nacional não vai participar de um campeonato precário desse. Não sei o presidente da próxima gestão. Eu não vou gastar dinheiro com esse tipo de coisa, não”, disse.
O mandatário nacionalista explicou que levou propostas de redução de custos de arbitragem e de encurtamento do campeonato, que foram vetados pelos outros clubes e pela mesa da FMF.
“Eu levei uma proposta para ser aprovada que seria aplicada no campeonato. E não foi aprovada, em nenhum dos quesitos que abordei. Então anunciei que declinaria sim da competição porque, financeiramente, não seria viável para o Nacional. Precisávamos de 600 mil reais. Tentamos buscar junto aos abnegados, patrocinadores e parceiros. Não conseguimos um centavo. Infelizmente, não houve outras possibilidades”, concluiu o presidente.