O Cruzeiro articulou os parceiros detentores de parte dos direitos econômicos do jovem para impor uma condição à transferência
Foto/Divulgação
Bruno Viana tem 20 jogos com a camisa do Cruzeiro, a maioria deles sob o comando do técnico Paulo Bento
Depois de receber oferta de 2 milhões de euros (R$7,3 milhões) do Olympiacos, da Grécia, por 80% do zagueiro Bruno Viana, o Cruzeiro articulou os parceiros detentores de parte dos direitos econômicos do jovem para impor uma condição à transferência: o clube exige ficar com pelo menos 50% do valor da negociação e seguir com direitos para faturar em futuras negociações. As tratativas estão bem adiantadas e o clube, agora, tenta junto ao clube grego que a proposta financeira siga a mesma, mas por 70% dos direitos.
A divisão dos direitos de Bruno é mantida em sigilo. Além do Cruzeiro, o zagueiro está "fatiado" e tem percentuais ligados ao empresário que o representa, Jorge Machado; ao PSTC, clube do Paraná responsável por sua formação, e ao agente mineiro responsável por apresentá-lo ao clube celeste. Em março do ano passado, em sondagem, o Hoffenheim, da Alemanha, já havia demonstrado interesse em levar o defensor da Toca da Raposa.
O fato é que o Cruzeiro tem percentual inferior a 50%, mas exige a metade do montante da negociação neste momento. Futuramente, a intenção é ganhar com a revenda do atleta. Por isso, quer seguir com 20% ou 30% dos direitos.
Enquanto não houver acordo pela venda de Viana, o Cruzeiro não se manifestará sobre composição dos direitos. Quando negociou Lucas Silva com o Real Madrid, o Cruzeiro detinha apenas 10% dos direitos do volante, mas também exigiu ficar com 50% do valor total da transferência, que foi de 13 milhões de euros.