Disputa em Roterdã, nos Países Baixos, vale vagas olímpicas para Los Angeles 2028 e tem transmissão pela Time Brasil TV e Sportv
O Campeonato Mundial de Ginástica Artística 2026 teve início neste sábado (17), na cidade de Roterdã, nos Países Baixos, com a participação da seleção brasileira. O grande destaque da competição é o retorno de Rebeca Andrade ao cenário internacional, depois de um período de pausa.
Maior medalhista olímpica da história do Brasil, Rebeca ficou fora do Mundial de 2025 após optar por um intervalo nas atividades seguido dos Jogos de Paris 2024. Agora, a ginasta retoma as disputas concentrada no salto e na trave. Com nove medalhas em Mundiais, sendo oito delas individuais, ela aparece como uma das principais esperanças do país.
Ao lado de Rebeca, Flávia Saraiva, que já conquistou dois pódios na competição, reforça a equipe feminina. No masculino, o Brasil conta com o medalhista olímpico Arthur Nory e com dois atletas do Minas Tênis Clube, Vitaliy Guimarães e Bernardo Actos, acompanhados do treinador Ricardo Yokoyama, também do clube mineiro.
As vagas das duas equipes brasileiras foram garantidas em junho, no Campeonato Pan-Americano realizado no Rio de Janeiro. Na ocasião, o time feminino ficou com a prata, somando 157,796 pontos, enquanto o masculino terminou em quarto lugar, com 234,927 pontos, resultado suficiente para assegurar a classificação.
Segundo o medalhista olímpico Arthur Zanetti, embaixador da Recoma, empresa fornecedora de equipamentos de ginástica, a presença das duas seleções no Mundial reflete o trabalho desenvolvido no país e representa um passo importante rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
“A classificação das equipes feminina e masculina para o Mundial mostra a força da ginástica artística brasileira e o trabalho que vem sendo feito nos clubes. Em Roterdã, além da disputa por medalhas, o Brasil tem um objetivo importante: buscar a vaga olímpica por equipes para Los Angeles 2028. A presença de atletas experientes, como Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, também é fundamental para inspirar e fortalecer a nova geração”, afirmou.
O papel dos clubes na formação dos atletas também foi lembrado por Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC). Para ele, os resultados brasileiros são fruto dos investimentos feitos ao longo dos anos.
“O Brasil vive um momento especial na ginástica artística, fruto de um trabalho consistente de formação de atletas desenvolvido ao longo dos anos. Esse cenário reforça a importância dos clubes, que oferecem estrutura, profissionais qualificados e oportunidades para que os ginastas desenvolvam seu potencial, alcancem o alto rendimento e representem o país em grandes competições”, disse.
A edição deste ano reúne 457 ginastas de 83 delegações, que disputam medalhas nas provas individuais e por equipes. Além dos títulos mundiais, a competição distribui vagas olímpicas: as três melhores seleções masculinas e femininas garantem classificação para Los Angeles 2028.
Na disputa feminina, um dos principais nomes é a russa Angelina Melnikova, atual campeã mundial do individual geral, que tenta manter o título. Entre suas rivais está a argelina Kaylia Nemour, campeã olímpica das barras assimétricas em Paris 2024.
No masculino, os japoneses Daiki Hashimoto, campeão olímpico do individual geral em Tóquio 2020, e Shinnosuke Oka, vencedor da prova em Paris 2024, figuram entre os favoritos. A China aparece como uma das principais adversárias do Japão na briga por medalhas.
A competição começa pela fase classificatória, que define os classificados para as finais por equipes, do individual geral e por aparelhos. Nessa etapa, cada país pode inscrever quatro ginastas por aparelho, mas apenas as três maiores notas contam na pontuação.