Escândalo no GP de Cingapura, em 2008, tirou a Renault do cenário da F1
A Renault está muito próxima de voltar à Fórmula 1 como uma equipe. A fabricante francesa anunciou ontem os planos para comprar uma participação que a deixaria no controle da endividada equipe Lotus. A marca emitiu comunicado onde informa que assinou uma carta de intenções com os proprietários da equipe Lotus “sobre a potencial aquisição, pela Renault, do controle acionário da Lotus”. A Renault, que tem realizado conversações para comprar a Lotus há vários meses, acrescentou esperar que um acordo seja finalizado em breve.
A Renault deixou de ter uma equipe na Fórmula 1 após a temporada de 2008. Desde então, até 2011, tinha parte minoritária na equipe. Ao mesmo tempo, vinha atuando como uma fornecedora dos motores, ajudando a Red Bull a ganhar quatro sucessivos campeonatos, entre 2010 e 2013. Ela também cede propulsores para a equipe Toro Rosso. “A assinatura desta Carta de Intenções marca a primeira etapa no sentido do projeto da equipe Renault a partir da temporada 2016, assim, estendendo os 38 anos de compromisso da marca com o principal campeonato de automobilismo do mundo”, comunicou a Renault.
O retorno da Renault para a Fórmula 1 representaria um grande impulso para o esporte, em um momento de incertezas da categoria, que vem sendo dominada pela Mercedes, enquanto a McLaren sofre para ser competitiva e a Red Bull ameaça deixar o campeonato após ficar para trás dos seus grandes rivais. Além disso, com a Renault, a Fórmula 1 passaria a ter em seu grid três equipes fabricantes de motores - as outras são a Ferrari e a Mercedes.