
Clubes e federações temem redução dos investimentos no futebol caso novas restrições sejam adotadas. (Foto/Internet)
Clubes brasileiros divulgaram um manifesto em defesa do mercado regulado de apostas diante da possibilidade de o Governo Federal publicar uma Medida Provisória para proibir jogos de cassino on-line.
A manifestação foi divulgada pela Federação Paulista de Futebol, em parceria com Palmeiras, Santos e São Paulo, além da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e Cruzeiro.
As entidades afirmam que os investimentos das empresas autorizadas se tornaram uma importante fonte de receita para o esporte, incluindo clubes menores, divisões de acesso e competições com menor exposição comercial.
O manifesto reconhece os impactos sociais das apostas, principalmente sobre pessoas mais vulneráveis, e defende medidas de fiscalização, proteção, educação e prevenção.
Os clubes argumentam, porém, que mudanças nas regras podem levar apostadores para plataformas clandestinas e reduzir os recursos destinados ao futebol.
Dirigentes vêm discutindo o assunto desde a semana anterior, inclusive em reuniões realizadas na Federação Paulista de Futebol.
A Medida Provisória em análise poderia proibir jogos de cassino pela internet, mas não atingiria as apostas esportivas.
Dentro do governo também existe uma discussão para que a restrição alcance apenas determinados jogos on-line, entre eles o chamado Tigrinho. A justificativa para a mudança envolve os impactos das apostas na renda das famílias brasileiras, especialmente das mais vulneráveis.
Os jogos de cassino on-line representam a maior parte das receitas das operadoras, e dirigentes temem que uma eventual proibição provoque redução dos investimentos dessas empresas no esporte.
A estimativa apresentada é de que as bets destinem mais de R$ 1 bilhão por ano em patrocínios somente aos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.
No manifesto, as entidades defendem o combate ao mercado ilegal e o fortalecimento da fiscalização, além de se colocarem à disposição das autoridades para discutir medidas de proteção e conscientização sem comprometer o mercado regulamentado.