Está difícil o clima se acalmar nos bastidores do São Paulo. Na sexta-feira, 30 de setembro, o clube confirmou a saída de Roberto Natel do cargo de vice-presidente. Na terça, 27, um mal-entendido já escancarou o ambiente conturbado. O dirigente havia comunicado o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva sobre sua intenção em se desligar da função e, logo depois, sua saída foi dada como consumada. No entanto, Natel ainda não havia tomado sua decisão e o São Paulo teve de explicar a falha na comunicação. Na sexta, porém, depois de uma reunião no Morumbi, o racha se tornou oficial.
“O São Paulo FC comunica que, na tarde desta sexta-feira (30), o conselheiro Roberto Rhormens Natel solicitou destituição do cargo de Vice-Presidente da Diretoria, alegando razões pessoais. O Presidente Carlos Augusto de Barros e Silva agradece pelos serviços prestados”, diz a nota oficial da atual gestão.
Agora, está claro que a corrida eleitoral já começou. Em abril de 2017, os sócios são-paulinos vão escolher seu novo presidente e a tendência é de que Roberto Natel concorra ao cargo justamente como oposição a Leco, que tentará eleger-se depois de assumir o cargo tampão diante da renúncia de Carlos Miguel Aidar.
Vale lembrar que Natel já era o nome preferido de Juvenal Juvêncio, quando o falecido presidente articulava a política do clube pensando em seu sucessor. Ex-vice de Juvenal também, Natel acabou preterido no momento da escolha e Carlos Miguel Aidar foi o indicado. À época, Roberto Natel deixou a diretoria, assim que Aidar decidiu se voltar contra Juvenal.