São Paulo iniciará mudança em sua dinâmica no que diz respeito aos treinamentos e integração entre categorias de base e time profissional
Foto/Divulgação
Rogério Ceni inicia, em 2017, carreira como técnico no São Paulo Futebol Clube
O São Paulo iniciará uma mudança em sua dinâmica no que diz respeito aos treinamentos e integração entre categorias de base e time profissional. No próximo dia 4 acontece a reapresentação do elenco. Será a primeira vez em que Rogério Ceni comandará uma atividade como técnico do clube pelo qual é ídolo.
Rogério, contudo, não estará sozinho nesta nova empreitada. Para sua comissão técnica, ele trouxe o britânico Michael Beale, ex-treinador do time Sub-23 do Liverpool, da Inglaterra, e o francês Charles Hembert, que cuidou durante anos da parte logística da Seleção Brasileira.
Ceni conheceu Beale enquanto estudou no curso de treinador da FA (Federação de Futebol da Inglaterra), entre agosto e outubro deste ano. Fascinado por tática, o britânico já escreveu nove livros sobre o tema e metodologia em treinos.
Portanto, a ideia de Ceni foi trazer um profissional com prática no campo de jogo, conhecimento, ideias modernas e capaz de inovar o modo de treinar dos atletas tricolores. No momento, Beale aprimora o português para não ter dificuldade na comunicação.
“Eu não o conheço, mas conversei com o Rogério. Suponho que o Rogério tem essa visão global do futebol. Já a específica, a coreografia do jogo, treinamento variado, é o que esse inglês tem”, afirmou o diretor executivo de futebol Marco Aurélio Cunha.
“Dar o treino não é fácil. A dificuldade é exatamente você fazer esse jogo de posicionamento, de zagueiros, de atacantes, transição de bola, uma linha, duas linhas, três linhas… Quer dizer: esse sujeito deve ter estudado isso bastante e vai trazer essas coisas ao Rogério. É alguém que sabe muito bem fazer essa parte que seria o trabalho de base, de treinamentos específicos”, acrescentou.
Já Charles Hembert, que fala fluentemente o português, será responsável por uma aproximação maior entre o CT de Cotia e o da Barra Funda. O francês terá uma visão mais externa, ajudando em questões que transcendem as quatro linhas.