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Mesmo a contragosto do chefão Ross Brawn, as barbatanas estarão presentes nos carros da F1 nesta temporada
Tiradas da F1 há alguns anos, as barbatanas voltaram pela nova brecha aberta com o regulamento de 2017 – e com força total. Mas, se depender do diretor-esportivo da F1, Ross Brawn, elas não ficarão à solta por muito tempo. Segundo Brawn, as barbatanas estragam a questão estética dos carros e, portanto, não devem permanecer no Mundial, a médio prazo.
As mudanças tiveram em grande parte, como Brawn destaca, a intenção de melhorar o visual dos carros. Feias, as barbatanas atrapalham nessa mudança.
“Como sempre com novas regras, há algumas arestas”, falou. “Temos as impopulares barbatanas de tubarão. Acho que é hora de discutirmos sobre elas. Parte do objetivo das novas regras é tornar os carros mais atraentes. Não queremos estragar a parte estética com apetrechos periféricos que tirem a atenção disso. Mas isso é normal com novas regras”, disse.
Mas, se por um lado Brawn avalia que as barbatanas não são populares, por outro o chefe da Red Bull, Christian Horner, conta outra história. Ele concorda que as barbatanas não deviam estar nos carros, mas contra que a maioria das equipes foi a favor da manutenção da peça.
“Acho que os carros estão esteticamente fantásticos. A única coisa que vai contra isso é a barbatana. É algo que levantamos no Grupo de Estratégia da F1, no ano passado. Pedimos a todos os times que tirassem, porque o ganho de performance que elas oferecem é pequeno. Pelo interesse na estética, foi pedido que tirassem as barbatanas. Isso foi até a Comissão da F1 e, infelizmente, foi rejeitado pela maioria dos times”, afirmou.