ESPORTE

Santa Marta perde tapetão e Beira Rio conquista 3 pontos

Enfim, mais uma novela envolvendo o futebol uberabense chegou ao seu final. Vários capítulos emocionantes foram protagonizados pela Liga Uberabense de Futebol

Publicado em 08/10/2011 às 11:33Atualizado em 19/12/2022 às 21:56
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Enfim, mais uma novela envolvendo o futebol uberabense chegou ao seu final. Vários capítulos emocionantes foram protagonizados pela Liga Uberabense de Futebol, com seu competente TJD, que proporcionou um final eletrizante, e os clubes do futebol amador Santa Marta e Beira Rio. Certamente esta novela não deve ter seu último capítulo reprisado.

O Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva da Liga Uberabense de Futebol julgou na noite de ontem recurso do Esporte Clube Beira Rio, que, insatisfeito com a primeira sentença do TJD, formalizou recurso solicitando que outro julgamento fosse realizado. O clube do bairro Alfredo Freire era contra a remarcação do jogo entre Santa Marta e Beira Rio para o próximo domingo, às 10h, no estádio Humberto Soares Júnior.

Após aproximadamente duas horas de audiência e a portas fechadas, o Pleno sentenciou favoravelmente ao clube do bairro Alfredo Freire, o Beira Rio. Por quatro votos a três, o regulamento da competição foi mantido e, com isso, a equipe celeste do Alfredão soma mais três pontos na segunda fase do Campeonato Amador do Módulo B.

Alívio. Logo após saber o teor da sentença, o presidente do Beira Rio, Eustáquio Torres, não segurou a emoção e disse estar de alma lavada. "Felizmente, a Justiça foi feita na Liga Uberabense de Futebol. Era um absurdo se tivéssemos que realizar outra partida contra o Santa Marta. O regulamento é claro e o bom-senso prevaleceu. O Pleno mostrou que sempre tivemos razão de lutar pelos direitos do Beira Rio. Agora é buscar a concentração novamente para lutar pelo acesso e pelo título", enfatizou Eustáquio.

Se por um lado os dirigentes do Beira Rio estavam sorrindo de orelha a orelha, o mesmo não era visto pelos lados da Associação Esportiva Santa Marta. A equipe, comandada por Rodrigo Franco e Gilson, terá que amargar mais um ano na segunda divisão do Amadorão, pois já não existem mais chances matemáticas de uma classificação para as semifinais. Até o fechamento desta edição, mesmo após incansáveis contatos, nenhum representante do Tricolor do bairro Santa Marta foi encontrado.

Sentença. No julgamento, o Santa Marta foi punido no artigo 203 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e também no artigo 9º do regulamento da competição. Pelo CBJD, o artigo 203 significa deixar de disputar, sem justa causa, partida, prova ou o equivalente na respectiva modalidade, ou dar causa à sua não-realização ou à sua suspensão. Mantendo praticamente o mesmo critério, o artigo 9º do regulamento da LUF mostra que “se o campo não for marcado até o tempo limite de tolerância que é de 10 minutos, a agremiação mandante perderá os pontos da partida para a equipe adversária. A súmula dessa partida será encaminhada à comissão disciplinar para confirmação da perda dos pontos”.

Satisfeito. Após divulgar a sentença, o presidente do TJD da LUF, Marcelo Palis, conversou com a reportagem do Jornal da Manhã e se dizia satisfeito com a evolução dos trabalhos. Segundo ele, tudo se desenvolveu no mais alto padrão. "Estou muito satisfeito em termos terminado bem essa novela. Os procuradores das equipes estão de parabéns, bem como as partes interessadas. O julgamento foi sensacional e todos foram magníficos", elogiou Palis.

O presidente ainda falou da não-necessidade de o fato ter chegado até o Pleno, mas garantiu ter sido um sucesso. "Essa história tinha que ter terminado no campo de jogo. No máximo em uma decisão entre as equipes. Era somente se cumprir o regulamento. Futebol é muito grande e gostoso de se ver. As equipes perderam um baita tempo com uma discussão que poderia ter se resolvido de forma mais tranquila", opinou o presidente.

O árbitro da partida, Olegário Pinto da Fonseca, também foi ouvido pela comissão julgadora e procuradores das partes interessadas. Segundo Palis, ter arrolado o árbitro da partida como testemunha foi fundamental. "Ter ouvido o Olegário Pinto da Fonseca foi o ponto-chave da discussão. Com isso, os fatos ocultos na súmula puderam ser esclarecidos", revelou Palis. Ainda segundo ele, não existem mais recursos para que a equipe do Santa Marta tente remarcar a partida.

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