O árbitro Flavio Guerra reconhece que não identificou o autor do pênalti, mas reafirma que Braz foi expulso por ofendê-lo
O presidente Modesto Roma Junior afirmou que o departamento jurídico do Santos estuda um recurso para anular a expulsão do zagueiro David Braz no clássico contra o Corinthians, disputado no último domingo, no Itaquerão. Embora o árbitro Flavio Guerra tenha declarado na súmula - e reafirmado ontem - que o cartão vermelho foi dado por causa de ofensas e palavrões, Modesto argumenta que a expulsão ocorreu equivocadamente por causa do pênalti. Quem fez a falta, na verdade, foi o lateral Zeca.
No segundo tempo do clássico, o atacante Vagner Love sofreu pênalti de Zeca. Alertado pelo assistente Rogério Pablos Zanardo, o árbitro assinalou a falta, mas expulsou David Braz, entendendo que ele havia sido o infrator. No final do jogo, Zeca admitiu a falta, e David nega as ofensas ao árbitro. "Todos já viram o lance do pênalti. Aí você pega súmula do senhor Flavio Rodrigues Guerra e lê que foi uma expulsão por reclamação", diz Modesto.
Em entrevista, o árbitro Flavio Guerra reconhece que não identificou o autor do pênalti, mas reafirma que Braz foi expulso por ofendê-lo. As expulsões de David Braz e também a de Werley, por reclamação, serão analisadas pelo STJD. Paulo Schmitt, procurador-geral do órgão, analisa o comportamento dos dois jogadores e pode denunciá-los. Com isso, os zagueiros podem perder mais jogos além do confronto contra o Internacional, domingo, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.