O retorno de Adílson aos gramados deve ocorrer em duas semanas. Com ele, o Atlético conquistou 73% dos pontos disputados e sofreu 1,2 gol de média
Foto/Bruno Cantini/Atlético
Técnico Thiago Larghi acompanha treino do Galo, antes da partida contra o Inter, no Horto
No primeiro semestre da temporada, o encaixe defensivo do Atlético sob o comando de Thiago Larghi teve como elemento central um jogador: o volante Adílson, de 31 anos. Com destaque nos desarmes e acertos de passe, ele era um dos mais regulares da equipe, ganhando elogios da torcida e da comissão técnica.
Coincidentemente, sem Adílson (teve diagnosticada lesão na panturrilha direita), o Galo caiu de produção no Campeonato Brasileiro, obrigando o treinador alvinegro a se virar para tentar melhorar os números defensivos do time na competição.
O retorno de Adílson aos gramados deve ocorrer em duas semanas. Com ele, o Atlético conquistou 73% dos pontos disputados e sofreu 1,2 gol de média, por partida, no Nacional. Sem ele, o aproveitamento caiu para 44%, com média de dois sofridos por jogo – dos seis confrontos sem o volante, dois foram antes da Copa do Mundo (contra Vasco e Chapecoense), quando foi poupado por desgaste e cumpriu suspensão.
Com a ausência de Adílson, Larghi dará sequência a Zé Welison, recém-chegado ao clube, que atuou por 90 minutos nas últimas quatro partidas pelo Brasileiro e seguirá na equipe contra o Internacional hoje (6), às 20h, no Independência, pela 17ª rodada.
Embora Zé Welison não tenha comprometido, o comandante atleticano sabe que o entrosamento de Adílson com os jogadores de defesa e meio-campo ajudava a equipe nas estatísticas, sobretudo defensivas: “Certamente, a falta do Adílson interfere nos números. Não só o Adílson, mas o Blanco e o próprio Leonardo Silva, que só atuou em um dos quatro jogos”, disse Larghi.