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Ação do Sindicato se dá por conta da negligência da diretoria em relação aos atletas
Após a invasão de torcedores no CT do São Paulo, no último sábado, o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (Sapesp) procurou os jogadores do clube para saber mais sobre o episódio no qual Michel Bastos, Carlinhos e Wesley chegaram a ser agredidos, e tomar providência.
A ação do Sindicato se dá por conta da negligência que a diretoria são-paulina apresentou em relação à segurança dos atletas. Os torcedores entraram muito facilmente no local. Rescisão contratual e greve são algumas das medidas oferecidas pelo Sapesp aos jogadores. Ao menos dois atletas já foram contatados: Lucão e Wellington. Os agredidos Michel Bastos, Carlinhos e Wesley são os próximos nomes na lista.
“O ambiente inseguro de trabalho permite ao trabalhador o direito de pedir o rompimento do contrato. Isso está na lei. Já avisamos a dois jogadores do São Paulo e vamos explicar aos demais ao longo do dia de hoje”, disse o presidente do Sindicato, Rinaldo Martorelli.
Em conjunto com a Polícia e o Ministério Público, o Sindicato tem se esforçado para encontrar os culpados pelo episódio dentro da torcida. De qualquer maneira, Martorelli frisa que a responsabilidade de manter os jogadores seguros no ambiente de trabalho é do clube.
A última invasão dessa natureza ao CT de um time foi em 2014, no Corinthians, quando o até então ídolo Paolo Guerreiro também foi agredido. Na ocasião, o sindicato tentou conversar com Mario Gobbi, presidente na época. Por fim, entrou com uma ação na Justiça e ficou decidido que as ações das organizadas são de responsabilidade do clube.